A síndrome dos vômitos cíclicos, a vertigem paroxística benigna da infância e o torcicolo paroxístico benigno são algumas das condições que compõem a chamada síndrome periódica da infância. Considera-se que esta síndrome possa ser precursora da
- A)cefaleia numular.
Errada, porque cefaleia numular não é a associação clássica da síndrome periódica da infância.
- B)cefaleia em salva.
Errada, pois cefaleia em salva tem outro perfil clínico e não é a precursora típica desses quadros infantis periódicos.
- C)cefaleia crônica diária.
Errada, porque cefaleia crônica diária não é a evolução esperada dessa síndrome e não é a correlação ensinada em pediatria/neurologia.
- D)enxaqueca / migranea.
Certa, pois a síndrome periódica da infância é considerada um precursor da enxaqueca/migrânea.
- E)cefaleia tipo tensional.
Errada, porque cefaleia tipo tensional não é a entidade associada classicamente a esse grupo de síndromes infantis periódicas.
Gabarito: D
A chamada síndrome periódica da infância reúne quadros que aparecem em crises repetidas, com períodos de normalidade entre elas, como vômitos cíclicos, vertigem paroxística benigna da infância e torcicolo paroxístico benigno. A ideia importante para a prova é que esses episódios não são vistos como eventos isolados: eles fazem parte de um espectro clínico que, com o crescimento da criança, costuma se transformar em outra manifestação neurológica bem conhecida. Esse “desdobramento” mais clássico é a enxaqueca, também chamada migrânea. Em outras palavras, a criança pode primeiro manifestar sintomas periódicos como vômitos, tontura ou torcicolo e, mais tarde, desenvolver crises típicas de enxaqueca. Por isso, a banca gosta de cobrar essa associação como uma pista de história natural da doença, quase um “aviso prévio” do sistema nervoso infantil. A lógica fisiopatológica é de uma predisposição migranosa desde cedo, com manifestações episódicas que mudam de forma ao longo do tempo. Não é preciso decorar mecanismo ultra complexo para a prova: o ponto central é reconhecer a síndrome periódica da infância como precursora de enxaqueca/migrânea. Então, o gabarito D está correto porque é essa a associação clássica cobrada em neurologia pediátrica. Se você pensou em outro tipo de cefaleia, cuidado: aqui a chave é a evolução para migrânea, e não para síndromes de dor de cabeça mais inespecíficas ou com padrão diferente.