Segundo a classificação da AO—OTA para as fraturas distais do fêmur, a fratura sagital do côndilo medial é classificada como
- A)33-B1.
Errada: 33-B1 corresponde ao côndilo lateral, não ao medial.
- B)33-B2.
Certa: 33-B2 é a fratura parcial articular do côndilo medial em plano sagital.
- C)33-B3.
Errada: 33-B3 costuma indicar fratura coronal do côndilo, o padrão tipo Hoffa.
- D)32-B2.
Errada: 32 se refere à diáfise do fêmur, não à região distal.
- E)32-B3.
Errada: 32 também é segmento diafisário, e B3 não corresponde ao fêmur distal articular.
Gabarito: B
Na classificação AO-OTA, o primeiro número identifica o osso e a região: 33 corresponde ao fêmur distal. Depois vem o tipo da fratura. As do tipo B são fraturas parciais articulares, ou seja, uma parte da superfície articular continua ligada à diáfise. Parece um código de aeroporto, mas a lógica é bem organizada. No fêmur distal, dentro do tipo B, o sufixo mostra qual côndilo foi acometido e em qual plano a linha de fratura passa. O côndilo medial em fratura sagital entra como B2. Isso porque a lesão é parcial articular e envolve o côndilo medial em orientação sagital, exatamente o que a alternativa correta descreve. Vale guardar a hierarquia mental: 33 = distal do fêmur, B = parcial articular, 1 e 2 costumam separar lateral e medial, e o 3 fica para o padrão coronal tipo Hoffa. Se você confundir o lado do côndilo ou o plano da fratura, a banca adora aproveitar esse detalhe. Então, o gabarito B está correto porque a fratura sagital do côndilo medial do fêmur distal é classificada como 33-B2 pela AO-OTA.