A síndrome de Brooke-Spiegler associa cilindromas, tricoepiteliomas e, menos frequentemente,
- A)siringomas.
Siringomas podem ocorrer na pele, mas não são a associação clássica da síndrome de Brooke-Spiegler.
- B)tricolemomas.
Tricolemomas não compõem o quadro típico dessa síndrome e costumam levar a outros diagnósticos diferenciais.
- C)poromas.
Poromas são tumores anexiais, porém não são a lesão menos frequente descrita na síndrome.
- D)espiroadenomas écrinos.
Correta: espiradenomas écrinos fazem parte da síndrome de Brooke-Spiegler, embora menos frequentemente.
- E)adenomas sebáceos.
Adenomas sebáceos não são a associação clássica dessa síndrome e remetem a outros contextos clínicos.
Gabarito: D
A síndrome de Brooke-Spiegler é uma condição genética rara, ligada ao gene CYLD, e o seu cartão de visitas dermatológico é a associação de tumores anexiais benignos da pele. Os mais lembrados são os cilindromas e os tricolepiteliomas, mas também podem aparecer tumores derivados de glândulas sudoríparas, como os espiradenomas. Ou seja, quando a questão fala em um trio de lesões anexiais, vale pensar nessa síndrome sem hesitar demais. O ponto central aqui é reconhecer que o quadro não se limita a um único tipo de lesão. A síndrome pode reunir diferentes neoplasias cutâneas, e as lesões écrinas fazem parte desse espectro. Por isso, quando a alternativa cita espiradenomas écrinos, ela está exatamente dentro da descrição clássica da doença. As outras opções costumam aparecer como distrações de prova porque também são tumores cutâneos ou lesões anexiais, mas não formam a associação típica da síndrome. Em prova de Dermatologia, a banca adora trocar um tumor por outro e ver se você continua sorrindo com a mesma segurança. Aqui, o nome-chave é Brooke-Spiegler e a tríade de anexiais benignos, com espiradenoma no pacote. Então, o gabarito D está correto porque espiradenomas écrinos são, ainda que menos frequentemente, parte da associação clássica da síndrome de Brooke-Spiegler.