Gestante com 33 semanas é diagnosticada com pré-eclâmpsia devido a proteinúria e pressão arterial de 145x90mmHg. A avaliação fetal não evidenciou alterações. Nesse caso, indica-se
- A)internação hospitalar até a gestação chegar no termo.
Errada, porque a internação pode até ser necessária para observação, mas não se indica simplesmente esperar até o termo sem antes reavaliar gravidade e definir vigilância adequada.
- B)parto imediato por cesariana.
Errada, porque cesariana imediata não é a regra na pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade e sem sofrimento fetal; a via de parto depende da indicação obstétrica.
- C)indução do parto após uso de sulfato de magnésio.
Errada, porque sulfato de magnésio é usado principalmente na prevenção/tratamento de convulsões nas formas graves, e não como rotina em pré-eclâmpsia sem gravidade.
- D)início imediato de anti-hipertensivos e dieta hipossódica.
Errada, porque anti-hipertensivos não são automaticamente indicados para toda pré-eclâmpsia leve com PA abaixo dos limites de tratamento, e dieta hipossódica não resolve a conduta principal.
- E)avaliação clínica e laboratorial em busca de sinais de gravidade.
Certa, porque diante de pré-eclâmpsia sem alterações fetais e sem gravidade evidente, o passo inicial é investigar sinais de agravamento materno e acompanhar de perto.
Gabarito: E
Na pré-eclâmpsia, o ponto central não é só ver a pressão subir, mas descobrir se ela já está indo para o lado perigoso: sinais de gravidade materna e repercussão fetal. Quando a gestante tem 33 semanas, PA 145x90 mmHg e proteinúria, mas a avaliação fetal está normal e não há critérios de gravidade informados, a conduta inicial não é sair correndo para interromper a gestação. Primeiro, você faz uma avaliação clínica e laboratorial cuidadosa para pesquisar agravamento: plaquetas, enzimas hepáticas, creatinina, sintomas como cefaleia, escotomas e dor epigástrica, além de vigilância fetal. Isso porque a pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, antes de 37 semanas, costuma ser manejada com acompanhamento materno-fetal e não com parto imediato. O objetivo é ganhar tempo com segurança, desde que mãe e bebê estejam estáveis. Se aparecerem sinais de gravidade, sofrimento fetal ou piora materna, aí sim a lógica muda e a interrupção da gestação passa a ser considerada. O gabarito é a letra E justamente por refletir essa etapa de triagem de gravidade. Em prova, a banca adora testar se você sabe que nem toda pré-eclâmpsia pede cesariana, nem toda gestante hipertensa precisa ser medicada de imediato, e nem toda situação com 33 semanas termina no parto. Aqui, antes de decidir qualquer intervenção maior, é preciso estratificar o risco. Em termos doutrinários e de prática obstétrica, a conduta em pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade e com estabilidade materno-fetal é vigilância clínica e laboratorial seriada, com avaliação de sinais de alarme. O parto é indicado quando há gravidade, deterioração materna/fetal, ou quando a gestação chega ao termo apropriado.