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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Gestante com 33 semanas é diagnosticada com pré-eclâmpsia devido a proteinúria e pressão arterial de 145x90mmHg. A avaliação fetal não evidenciou alterações. Nesse caso, indica-se

Gabarito: E

Na pré-eclâmpsia, o ponto central não é só ver a pressão subir, mas descobrir se ela já está indo para o lado perigoso: sinais de gravidade materna e repercussão fetal. Quando a gestante tem 33 semanas, PA 145x90 mmHg e proteinúria, mas a avaliação fetal está normal e não há critérios de gravidade informados, a conduta inicial não é sair correndo para interromper a gestação. Primeiro, você faz uma avaliação clínica e laboratorial cuidadosa para pesquisar agravamento: plaquetas, enzimas hepáticas, creatinina, sintomas como cefaleia, escotomas e dor epigástrica, além de vigilância fetal. Isso porque a pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, antes de 37 semanas, costuma ser manejada com acompanhamento materno-fetal e não com parto imediato. O objetivo é ganhar tempo com segurança, desde que mãe e bebê estejam estáveis. Se aparecerem sinais de gravidade, sofrimento fetal ou piora materna, aí sim a lógica muda e a interrupção da gestação passa a ser considerada. O gabarito é a letra E justamente por refletir essa etapa de triagem de gravidade. Em prova, a banca adora testar se você sabe que nem toda pré-eclâmpsia pede cesariana, nem toda gestante hipertensa precisa ser medicada de imediato, e nem toda situação com 33 semanas termina no parto. Aqui, antes de decidir qualquer intervenção maior, é preciso estratificar o risco. Em termos doutrinários e de prática obstétrica, a conduta em pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade e com estabilidade materno-fetal é vigilância clínica e laboratorial seriada, com avaliação de sinais de alarme. O parto é indicado quando há gravidade, deterioração materna/fetal, ou quando a gestação chega ao termo apropriado.

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