Pacientes imunossuprimidos por transplante de órgãos, inclusive renal, tem um risco maior de desenvolver câncer. Assinale a opção que indica o câncer mais comum associado a essa condição.
- A)Próstata.
Errada: câncer de próstata não é o mais típico nem o mais associado ao estado de imunossupressão pós-transplante.
- B)Intestino.
Errada: neoplasias intestinais podem ocorrer, mas não são as mais comuns nesse contexto.
- C)Linfoma.
Errada: linfomas são associados à imunossupressão, porém a questão pede o câncer mais comum, e não o mais lembrado em provas.
- D)Fígado.
Errada: câncer de fígado pode ter relação com hepatopatias e vírus oncogênicos, mas não é o principal nessa situação.
- E)Pele.
Certa: o câncer de pele é o mais comum em pacientes imunossuprimidos por transplante, sobretudo os tumores cutâneos não melanoma.
Gabarito: E
Quando o paciente recebe um transplante de órgão, ele costuma ficar em uso de imunossupressores para evitar rejeição. O efeito colateral é que a vigilância do sistema imune cai, e alguns tumores ganham “campo livre” para aparecer com mais facilidade. Nessa situação, o câncer mais frequentemente associado é o de pele, especialmente os tumores cutâneos não melanoma, como carcinoma espinocelular e basocelular. A combinação de imunossupressão crônica, exposição solar e menor reparo de agressões celulares explica esse aumento de risco. Por isso, a alternativa correta é a E. Em provas, vale lembrar que transplante renal também entra nessa lógica, porque o fator decisivo não é o rim em si, mas a imunossupressão prolongada usada no pós-transplante. Na prática, esses pacientes precisam de vigilância dermatológica regular, orientação para fotoproteção e avaliação rápida de lesões suspeitas. Em oncologia de concurso, a ideia-chave é simples: imunossupressão crônica, especialmente após transplante, puxa muito o risco para câncer de pele.