Com relação à fibrose cística, assinale a afirmativa incorreta.
- A)A rinossinusite crônica ocorre em cerca de 15% a 20% dos casos.
Incorreta, porque a rinossinusite crônica na fibrose cística é bem mais frequente do que 15% a 20% dos casos.
- B)Há acometimento difuso dos seios paranasais, principalmente etmoidais e maxilares, por obstrução mecânica dos óstios pelo muco espesso.
Correta, pois há acometimento difuso dos seios paranasais, sobretudo etmoidais e maxilares, por obstrução dos óstios por muco espesso.
- C)Na tomografia computadorizada há desmineralização e deslocamento da parede lateral nasal com velamento dos seios, especialmente maxilares e etmoidais.
Correta, já que a tomografia pode mostrar velamento dos seios, desmineralização e deslocamento da parede lateral nasal.
- D)Os principais organismos na rinossinusite crônica são P.aeruginosa e S.aureus.
Correta, porque Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus são agentes frequentes na rinossinusite crônica associada à fibrose cística.
- E)Na endoscopia há alterações no meato médio, com polipose, secreção e medialização da parede lateral nasal.
Correta, pois a endoscopia costuma evidenciar polipose, secreção e medialização da parede lateral nasal, especialmente no meato médio.
Gabarito: A
Na fibrose cística, o problema começa no muco: ele fica muito espesso e pegajoso, o que entope ductos e óstios dos seios da face. Resultado: inflamação crônica, infecção recorrente e, em muitos pacientes, polipose nasal e alterações importantes na tomografia. É por isso que a rinossinusite nessa doença costuma ser bem mais frequente e mais extensa do que a rinossinusite comum. Na prática, os seios mais acometidos são os maxilares e etmoidais, com velamento e sinais de doença difusa. Na endoscopia, é comum ver secreção, pólipos e alteração do meato médio, além de medialização da parede lateral nasal. Os germes que aparecem com frequência são Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, especialmente em quadros crônicos. A alternativa A está incorreta porque a rinossinusite crônica na fibrose cística não ocorre em apenas 15% a 20% dos casos; essa taxa é subestimada. O acometimento sinonasal é muito mais comum, e muitas séries mostram prevalência bem maior, muitas vezes com doença subclínica ou até assintomática. Então, a banca quis testar se você confunde a rinossinusite da fibrose cística com uma rinossinusite crônica comum, que realmente pode ser menos marcante.