Paciente com cirrose hepática e hemorragia digestiva alta, sem peritonite bacteriana espontânea, deve receber como antibiótico profilático intravenoso, por 7 dias,
- A)ceftriaxone.
Correta: ceftriaxona intravenosa por 7 dias é a profilaxia antibiótica padrão em cirrótico com hemorragia digestiva alta.
- B)amoxicilina/clavulanato.
Incorreta: amoxicilina/clavulanato não é o esquema de escolha para profilaxia desse cenário.
- C)meropenem.
Incorreta: meropenem é amplo demais e não é usado rotineiramente como profilaxia nessa situação.
- D)sulfametoxazol/ trimetoprim.
Incorreta: sulfametoxazol/trimetoprim pode ser usado em outros contextos, mas não é a profilaxia IV de escolha no sangramento digestivo alto do cirrótico.
- E)piperacilina/tazobactam.
Incorreta: piperacilina/tazobactam é um antibiótico amplo para infecções estabelecidas, não a profilaxia padrão do caso.
Gabarito: A
Na cirrose hepática, a hemorragia digestiva alta não é só um problema de sangramento: ela aumenta muito o risco de infecção bacteriana, inclusive bacteremia e peritonite bacteriana espontânea. Por isso, a profilaxia antibiótica faz parte do manejo inicial, mesmo quando ainda não há peritonite bacteriana espontânea diagnosticada. É uma medida clássica de prova e também de prática clínica. Quando o paciente cirrótico internado por sangramento digestivo alto precisa de profilaxia intravenosa por 7 dias, a escolha mais usada e cobrada é a ceftriaxona. Ela cobre bem os germes mais associados a infecção nesses cenários e é especialmente preferida em pacientes com doença mais avançada ou em locais com maior resistência a quinolonas. A lógica é simples: sangrou, o intestino fica mais permeável, a translocação bacteriana aumenta e o fígado cirrótico já não consegue "segurar a bronca" tão bem. O antibiótico reduz infecção, ressangramento e mortalidade. Então, se a questão fala em cirrose + hemorragia digestiva alta + profilaxia IV por 7 dias, a resposta esperada é ceftriaxona. Em termos de diretriz, isso é sustentado por recomendações amplamente aceitas em hepatologia, que indicam antibioticoprofilaxia em cirróticos com sangramento digestivo alto para prevenir complicações infecciosas e melhorar desfechos.