Segundo a classificação de Schatzker, a fratura proximal da tíbia bicondilares, com a metáfise e a diáfise intactas e não fraturadas, é definida como do tipo.
- A)II.
Errada: o tipo II e fratura lateral do platô tibial com split e depressao, nao bicondilar.
- B)III.
Errada: o tipo III e uma depressao pura do platô lateral, sem acometimento bicondilar.
- C)IV.
Errada: o tipo IV acomete o côndilo medial, nao corresponde a fratura bicondilar descrita.
- D)V
Certa: o tipo V de Schatzker e a fratura bicondilar da tibia proximal com metafise e diafise intactas.
- E)VI.
Errada: o tipo VI tambem pode ser bicondilar, mas com dissociacao metafisodiafisaria, o que nao foi descrito no enunciado.
Gabarito: D
A classificacao de Schatzker e muito cobrada em fraturas do platô tibial, porque ela ajuda a descrever o padrao da lesao e a orientar a gravidade. Em termos simples, quanto mais complexo e extenso o tracado, maior costuma ser a energia do trauma e maior o risco de instabilidade articular e complicacoes. O ponto-chave aqui e lembrar que o tipo V corresponde a fratura bicondilar da tibia proximal, ou seja, acomete os dois côndilos, mas sem interrupcao da metafise e da diafise. Essa descricao e praticamente o enunciado da questao, por isso o gabarito e a alternativa D. Ja o tipo VI e o quadro mais grave: tambem pode ser bicondilar, mas com dissociacao metafisodiafisaria, isto e, a metafise e a diafise deixam de ficar intactas. A banca gosta muito de colocar essa diferenca como armadilha, porque a palavra bicondilar aparece nos dois, mas o detalhe anatomico muda tudo. Resumo de prova: I e fratura de platô lateral sem depressao importante; II e split-depression lateral; III e depressao pura lateral; IV envolve o côndilo medial; V e bicondilar sem dissociacao metafisodiafisaria; VI e bicondilar com dissociacao. Se voce guardar essa escadinha, a questao vira presente de amigo.