O sinal chave para avaliação de um recém-nascido que nasceu deprimido, após as primeiras medidas para estabilização, é:
- A)frequência respiratória.
Errada: a frequência respiratória ajuda na avaliação geral, mas não é o parâmetro principal para decidir os próximos passos na reanimação neonatal.
- B)frequência cardíaca.
Certa: a frequência cardíaca é o sinal mais importante após as medidas iniciais, pois guia a continuidade da ventilação e a necessidade de compressões.
- C)saturação de HB.
Errada: a saturação de Hb não é o sinal-chave imediato para conduzir a reanimação do recém-nascido deprimido.
- D)tônus.
Errada: o tônus faz parte da avaliação inicial, mas não é o melhor marcador para decidir a resposta às manobras de estabilização.
- E)cor.
Errada: a cor pode chamar atenção, mas é um dado menos confiável e menos decisivo do que a frequência cardíaca.
Gabarito: B
No recém-nascido deprimido, a lógica da reanimação é simples: primeiro você corrige o que é imediato e, depois, acompanha o parâmetro que mais muda a conduta minuto a minuto. Depois das medidas iniciais de estabilização, o sinal-chave passa a ser a frequência cardíaca, porque ela mostra se a ventilação e a oxigenação estão realmente funcionando. É ela que orienta a necessidade de continuar ventilando, iniciar compressões ou suspender a reanimação. Em outras palavras, o bebê pode ainda estar pálido, com tônus ruim ou respirando mal, mas a frequência cardíaca é o marcador central da resposta. Isso é o que a diretriz de reanimação neonatal do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria prioriza: avaliar FC de forma rápida e contínua após as medidas iniciais.