A origem mais comum das fístulas intra-abdominais na doença de Crohn é o
- A)duodeno proximal.
Errada: o duodeno proximal não é o sítio mais comum de Crohn nem a origem típica das fístulas intra-abdominais.
- B)jejuno distal.
Errada: o jejuno distal pode ser acometido, mas não é a localização mais frequente das fístulas na doença de Crohn.
- C)íleo terminal.
Certa: o íleo terminal é o segmento mais frequentemente envolvido e a origem mais comum das fístulas intra-abdominais no Crohn.
- D)cólon sigmoide.
Errada: o cólon sigmoide pode participar de doença fistulizante, mas não é a origem mais comum.
- E)reto superior.
Errada: o reto superior não é o local clássico mais frequente de fístulas intra-abdominais no Crohn.
Gabarito: C
Na doença de Crohn, as fístulas aparecem porque a inflamação é transmural, ou seja, atravessa toda a parede intestinal. Quando a parede fica “furada” por esse processo profundo, ela pode se comunicar com outras alças, com a bexiga, com a pele ou com órgãos vizinhos. É por isso que fístula não é um detalhe da mucosa: aqui o problema é bem mais fundo e mais teimoso. A origem mais comum das fístulas intra-abdominais é o íleo terminal, que é um dos segmentos mais frequentemente acometidos pelo Crohn. Essa predileção anatômica, somada à inflamação transmural, explica por que esse trecho aparece tanto nas complicações fistulizantes. Em provas, sempre desconfie quando o enunciado fala de “origem mais comum” e a doença é Crohn: o intestino delgado distal costuma ganhar protagonismo. O raciocínio é clássico da gastroenterologia: Crohn pega em salteado, pode atingir qualquer ponto da boca ao ânus, mas adora o íleo terminal. E quando ele resolve complicar, a parede intestinal inflamada pode aderir e fistulizar para estruturas próximas. Não há pegadinha doutrinária aqui, é a fisiopatologia mesmo fazendo o serviço sujo. Portanto, o gabarito C está correto porque o íleo terminal é a origem mais comum das fístulas intra-abdominais na doença de Crohn.