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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

O Brasil é um dos países com o maior número de pacientes em hemodiálise devido à insuficiência renal crônica. Sobre os acessos para a hemodiálise, é correto afirmar que

Gabarito: B

Na hemodiálise, o acesso vascular que costuma ser o melhor e mais duradouro é a fístula arteriovenosa, porque ela tende a ter menor risco de infecção e maior sobrevida quando comparada aos cateteres. Na prática, o cateter entra mais como solução provisória ou de resgate, e não como primeira escolha para uso permanente. Aqui mora o ponto central da questão: os acessos de diálise falham por vários motivos, mas a trombose da fístula é uma das principais causas de perda funcional, geralmente associada a estenose prévia, principalmente na região da anastomose ou da veia de saída. Ou seja, o vaso estreita, o fluxo cai e a fístula pode trombosar - um final nada elegante para um acesso que deveria durar bastante. A FGV gosta de cobrar a lógica dos acessos: preservar veias, preferir fístula arteriovenosa quando possível, evitar cateter de longa permanência como primeira opção definitiva e lembrar que complicações mecânicas e hemodinâmicas são as que mais derrubam o acesso. Isso também conversa com a prática nefrológica e com as diretrizes de cuidado vascular, que valorizam o planejamento do acesso e a vigilância para estenose e trombose. Então, se a questão fala em causa de perda funcional da fístula, pense primeiro em trombose. Pseudoaneurisma, estenose e outras complicações podem acontecer, mas não costumam ser a principal resposta cobrada como causa mais comum de falha do acesso. E rodízio de cateter venoso curto, sinceramente, é receita para problema, não para solução.

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