Sobre os enxertos, é possível afirmar que:
- A)No enxerto de pele total não há necessidade de sutura, visto que se fecha por segunda intenção.
Errada: enxerto de pele total não fecha por segunda intenção; ele precisa ser fixado, geralmente com sutura, para aderir ao leito receptor.
- B)No enxerto de pele total estão presentes: epiderme, derme e hipoderme.
Errada: o enxerto de pele total inclui epiderme e derme, mas não hipoderme.
- C)No enxerto de pele total há menos contração secundária do tecido o que o torna, portanto, mais estético.
Certa: o enxerto de pele total sofre menos contração secundária, o que melhora o resultado estético.
- D)Os enxertos parciais tem menor chance de sobrevivência.
Errada: os enxertos parciais costumam ter maior chance de sobrevivência porque revascularizam mais facilmente.
- E)A vascularização na área receptora não interfere na sobrevida do enxerto.
Errada: a vascularização da área receptora é decisiva para a pega e a sobrevida do enxerto.
Gabarito: C
Enxerto de pele é um fragmento transferido sem pedículo vascular, então ele depende da revascularização pela área receptora para sobreviver. Na prática, isso faz muita diferença: quanto melhor o leito receptor, maior a chance de pega do enxerto. Se o local estiver mal vascularizado, a chance de falha sobe sem dó. Nos enxertos de pele total, você leva epiderme e toda a derme, preservando anexos em maior ou menor grau, mas não leva hipoderme. Por isso, eles costumam ter menor contração secundária do que os enxertos parciais. Traduzindo para a vida real: retraem menos com o tempo e, por isso, tendem a dar um resultado estético melhor, especialmente em áreas expostas. Os enxertos parciais, por sua vez, são mais finos, revascularizam com mais facilidade e “pegam” melhor em áreas com menor exigência estética ou com defeitos maiores. Já os de espessura total exigem um leito mais bem preparado, mas compensam pela menor retração e aparência mais parecida com a pele ao redor. Assim, o gabarito é a letra C porque o enxerto de pele total apresenta menos contração secundária do tecido, o que o torna mais estético. É exatamente a lógica clássica da cirurgia plástica e da dermatologia cirúrgica: mais espessura, menos retração, melhor acabamento.