No contexto do tratamento do glioblastoma multiforme, a ocorrência de metilação no gene da O-6-metilguanina-DNA metiltransferase (MGMT) pode acarretar
- A)melhora do prognóstico, pela maior susceptibilidade à ação da Temozolamida.
Correta: a metilação de MGMT reduz o reparo do DNA e aumenta a sensibilidade à temozolamida, melhorando a resposta e o prognóstico.
- B)piora do prognóstico, em virtude de maior resistência à ação da Temozolamida.
Errada: a metilação não aumenta resistência, mas sim diminui a capacidade de reparo do tumor frente à temozolamida.
- C)piora do prognóstico, por uma promoção da neoangiogênese.
Errada: metilação de MGMT não atua promovendo neoangiogênese; o efeito principal é sobre reparo de DNA e quimiossensibilidade.
- D)piora do prognóstico, por induzir radioresistência.
Errada: a relação clássica da MGMT metilada é com resposta à temozolamida, não com radioresistência.
- E)a metilação do gene da MGMT não acarreta alterações relativas ao prognóstico do paciente.
Errada: a metilação de MGMT tem valor prognóstico e preditivo, especialmente pela maior resposta aos alquilantes.
Gabarito: A
O glioblastoma multiforme é um tumor cerebral muito agressivo, e uma das chaves para entender a resposta ao tratamento é o gene da MGMT. A proteína MGMT funciona como um "reparador" de danos no DNA, removendo lesões causadas por agentes alquilantes, como a temozolamida. Se o promotor do gene MGMT está metilado, a expressão da proteína cai, e o tumor perde essa capacidade de reparo. Resultado prático: a temozolamida consegue agir melhor, porque o DNA tumoral fica mais vulnerável ao efeito do quimioterápico. Por isso, a metilação de MGMT é marcador de melhor resposta ao tratamento e de melhor prognóstico relativo. Em outras palavras, o tumor fica menos "protegido" e mais sensível à quimioterapia.