Considere a orientação de acompanhamento para pacientes com variantes patogênicas do gene BRCA1. As opções a seguir apresentam procedimentos eficazes para a redução de mortalidade tumoral, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Realização de ressonância nuclear magnética de mamas a partir dos 25 anos, em mulheres.
Certa, porque a ressonância de mamas a partir dos 25 anos é rastreamento recomendado em mulheres com alto risco genético, como BRCA1.
- B)Mastectomia redutora de risco na mama contralateral de mulheres tratadas previamente para câncer de mama.
Certa, porque a mastectomia redutora de risco na mama contralateral pode ser opção em mulheres previamente tratadas por câncer de mama, conforme risco individual.
- C)Orientação de medidas de estilo de vida (evitar sobrepeso, sedentarismo, tabagismo).
Certa, porque medidas de estilo de vida ajudam a reduzir risco oncológico global e são sempre orientadas como parte do cuidado preventivo.
- D)Evitar a exposição à radiação, principalmente em exames.
Certa, porque se evita exposição desnecessária à radiação em pacientes com predisposição hereditária, sobretudo quando há alternativas sem irradiação.
- E)Realização de mamografia em homens com ginecomastia.
Errada, porque mamografia em homens com ginecomastia não é uma estratégia padrão de rastreamento com benefício comprovado na redução de mortalidade em portadores de BRCA1.
Gabarito: E
Variantes patogênicas em BRCA1 aumentam muito o risco de câncer de mama e de ovário, então o acompanhamento tende a ser mais agressivo e preventivo do que “esperar e ver”. Em mulheres, isso inclui rastreamento precoce com imagem, principalmente ressonância de mamas, e em casos selecionados cirurgia redutora de risco, porque aqui a ideia não é só diagnosticar cedo, mas reduzir mortalidade de verdade. Também faz parte da orientação reduzir fatores que pioram o risco geral de câncer, como sobrepeso, sedentarismo e tabagismo. E, sempre que possível, evita-se exposição desnecessária à radiação ionizante, já que esses pacientes têm predisposição genética importante e não devem receber exames radiológicos sem boa indicação. A banca costuma cobrar duas coisas: o que é rastreamento de alto risco e o que é prevenção cirúrgica. Em mulheres com BRCA1, a ressonância magnética mamária a partir dos 25 anos é conduta clássica de vigilância, e a mastectomia redutora de risco pode ser considerada em contexto individualizado, inclusive em mama contralateral após câncer prévio. O gabarito é a letra E porque mamografia em homens com ginecomastia não é uma medida padrão de redução de mortalidade tumoral em portadores de BRCA1. Em homens com BRCA1, a vigilância é mais voltada ao risco de câncer de mama masculino, avaliação clínica e, quando indicado, imagem direcionada, mas “mamografia em homens com ginecomastia” não é recomendação clássica de rastreio preventivo com impacto comprovado em mortalidade.