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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Acerca da reconstrução mamária por câncer de mama, é correto afirmar que, na maioria dos casos,

Gabarito: C

Na reconstrução mamária após câncer de mama, a escolha da técnica depende de um trio que manda muito no resultado: tipo de tratamento oncológico, qualidade dos tecidos e desejo da paciente. Em termos práticos, implante não é solução universal, porque radioterapia e algumas cirurgias prévias aumentam risco de complicações, contratura capsular e pior resultado estético. Já as reconstruções com retalhos autólogos seguem a lógica de usar tecido bem vascularizado, o que costuma funcionar melhor quando a mama recebeu ou vai receber radioterapia. O ponto central da questão está no retalho DIEP, que é um retalho abdominal baseado nas perfurantes da artéria epigástrica inferior profunda. Na maioria dos casos, os vasos receptores de primeira escolha para a anastomose são os vasos torácicos internos, especialmente a artéria torácica interna e as veias adjacentes, por oferecerem bom calibre, acesso anatômico favorável e excelentes taxas de permeabilidade. Por isso, o item C está correto. As demais alternativas tentam confundir com regras muito absolutas. Em reconstrução mamária, quase nada é proibido em termos absolutos: existe indicação, planejamento e adaptação ao caso. Lipoenxertia, por exemplo, não é contraindicada por definição; ela pode ser usada, embora possa haver esteatonecrose e achados de imagem que exigem experiência do radiologista. E, quando há radioterapia, a estratégia de expansão e o timing do implante precisam ser individualizados, porque a radiação costuma complicar o jogo, não simplificá-lo. Em provas de oncologia cirúrgica, a banca gosta de testar exatamente isso: vasos receptores do DIEP, influência da radioterapia e falsas proibições sobre técnicas reconstrutivas. Se você lembrar que os vasos torácicos internos são os receptores clássicos do DIEP, já sai na frente.

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