A técnica retalho de Boari é empregada na correção de
- A)trauma renal.
Errada, porque trauma renal envolve o rim e não a reconstrução do ureter distal.
- B)lesões do ureter superior.
Errada, pois lesões do ureter superior costumam exigir outras estratégias, não o retalho de Boari.
- C)estenose de junção pieloureteral.
Errada, porque estenose da junção pieloureteral é um problema da transição pelve renal-ureter, tratado com outras técnicas.
- D)lesões do terço inferior do ureter.
Certa, porque o retalho de Boari é usado para substituir segmentos do terço inferior do ureter.
- E)trauma de bexiga.
Errada, pois o retalho de Boari é técnica de reconstrução ureteral, não de correção de trauma de bexiga.
Gabarito: D
O retalho de Boari é uma técnica de reconstrução urinária usada quando falta ureter no seu trecho distal, perto da bexiga. A ideia é simples: a bexiga é “esticada” e moldada em forma de retalho tubular para substituir um segmento do ureter, permitindo a reimplantação do ureter sem tanta tensão. Na prática, ele aparece principalmente nas lesões extensas do terço inferior do ureter, sobretudo quando não dá para fazer uma ureteroureterostomia simples ou quando o reimplante direto ficaria forçado. É uma solução clássica da urologia reconstrutiva, especialmente em defeitos mais longos do ureter distal. Por isso o gabarito é a letra D. Se o problema está no ureter superior, a lógica cirúrgica costuma ser outra; já a junção pieloureteral e o rim têm outros tipos de correção. O Boari é “a carta da bexiga” para resolver o trecho final do ureter, onde a distância até a bexiga importa muito. Em prova, lembre assim: Boari flap = defeito do ureter distal, muitas vezes associado a reimplante ureteral e, em alguns casos, combinado com psoas hitch para ganhar mais comprimento. É uma técnica reconstrutiva bem estabelecida na doutrina urológica.