Uma gestante com 38 semanas e 5 dias é atendida e seu teste para HIV foi positivo. Não faz uso de qualquer medicação e não tem avaliação da carga viral. Nesse caso, a melhor via de parto é
- A)parto vaginal a fórcipe.
Errada, porque o fórcipe só aparece se houver parto vaginal já em curso, e aqui a via vaginal não é a melhor escolha diante de HIV sem carga viral conhecida.
- B)parto vaginal até 41 semanas.
Errada, porque a gestante já está em termo e, sem carga viral avaliada, não se deve apenas aguardar evolução para parto vaginal.
- C)indução do trabalho de parto com misoprostol.
Errada, porque indução com misoprostol aumentaria a chance de parto vaginal, o que não é a conduta preferida nesse cenário de maior risco de transmissão vertical.
- D)cesariana após aguardar início de trabalho de parto.
Errada, porque aguardar o trabalho de parto antes da cesariana expõe mais o feto ao risco de transmissão, justamente o que se quer evitar.
- E)cesariana eletiva.
Certa, porque com HIV positivo, sem carga viral conhecida e sem tratamento, a indicação é cesariana eletiva antes do início do trabalho de parto.
Gabarito: E
Na gestante com HIV, a via de parto depende principalmente da carga viral no fim da gestação e do uso de antirretrovirais. Quando a carga viral está indetectável, o parto vaginal pode ser considerado com segurança maior. Mas, se a carga viral é desconhecida ou elevada, a ideia é reduzir ao máximo o contato do bebê com o sangue e secreções maternas durante o parto. Neste caso, a mulher está com 38 semanas e 5 dias, tem teste positivo para HIV, não usa medicação e não há avaliação da carga viral. Isso coloca a situação no grupo de maior risco para transmissão vertical, então a conduta mais segura é a cesariana eletiva, antes do início do trabalho de parto e antes da rotura das membranas. Esse raciocínio é alinhado às recomendações do Ministério da Saúde e às diretrizes obstétricas: carga viral desconhecida ou acima do ponto de corte favorável implica programar cesariana. Ou seja, aqui não é para esperar entrar em trabalho de parto, nem para tentar indução. O objetivo é simples: diminuir a exposição do recém-nascido ao vírus no momento do nascimento.