Assinale a opção que apresenta uma indicação absoluta de cesariana.
- A)Trabalho de parto com progressão lenta.
Errada, porque trabalho de parto com progressão lenta pode exigir medidas de condução ou cesariana conforme o caso, mas não é indicação absoluta.
- B)Gemelidade.
Errada, porque gemelidade isolada não obriga cesariana; depende da apresentação fetal e das condições obstétricas.
- C)Uma cesariana prévia.
Errada, porque uma cesariana prévia não impõe obrigatoriamente nova cesariana, já que pode haver tentativa de parto vaginal em casos selecionados.
- D)Placenta prévia total.
Certa, porque placenta prévia total contraindica o parto vaginal e configura indicação absoluta de cesariana.
- E)Restrição de crescimento intrauterino.
Errada, porque a restrição de crescimento intrauterino exige avaliação da vitalidade fetal e da causa, mas não define cesariana obrigatória em todos os casos.
Gabarito: D
A cesariana pode ser indicada por motivos maternos ou fetais, mas nem toda situação obstétrica vira motivo absoluto para operar. Em prova, a banca costuma misturar indicações relativas com as absolutas, então vale lembrar: indicação absoluta é aquela em que o parto vaginal não é seguro ou simplesmente não é possível. A placenta prévia total é o exemplo clássico de indicação absoluta de cesariana, porque a placenta cobre totalmente o orifício interno do colo. Nesse cenário, tentar parto vaginal pode provocar hemorragia grave e colocar mãe e bebê em risco. Por isso, o parto por via baixa fica contraindicado. As demais alternativas são situações em que a cesariana pode até ser considerada, mas não é obrigatória em todos os casos. Trabalho de parto com progressão lenta, gemelidade, cesariana prévia e restrição de crescimento intrauterino dependem do contexto clínico, da vitalidade fetal, da apresentação dos fetos e da experiência da equipe. Ou seja, não são, por si sós, indicações absolutas. Em termos doutrinários e de prática obstétrica, as indicações absolutas costumam incluir placenta prévia total, apresentação transversa persistente, desproporção pélvico-fetal importante e algumas situações de sofrimento fetal agudo sem possibilidade de parto vaginal imediato. A lógica é simples: se o parto vaginal não cabe na vida real, a cesariana entra em cena.