Fetos e recém-nascidos não respondem a certos anticorpos como o polissacarídeo do pneumococo. Entretanto, eles respondem ao Antígeno da Rubéola, ao CMV e à toxoplasmose produzindo anticorpos predominantemente da classe
- A)IgA.
Errada, porque IgA não é a principal imunoglobulina produzida pelo feto nessas infecções congênitas.
- B)IgE.
Errada, porque IgE está mais ligada a alergias e parasitoses, não sendo a resposta típica aqui.
- C)IgG.
Errada, porque IgG atravessa a placenta, então não é a melhor indicação de produção fetal própria.
- D)IgM.
Certa, porque o feto e o recém-nascido produzem predominantemente IgM em resposta a infecções congênitas como rubéola, CMV e toxoplasmose.
- E)IgS.
Errada, porque IgS não é a classe imunoglobulina cobrada nesse contexto clássico de imunologia neonatal.
Gabarito: D
Nos fetos e nos recém-nascidos, o sistema imune ainda é imaturo para responder bem a antígenos polisacarídeos, como o do pneumococo. Por isso, quando eles entram em contato com alguns agentes infecciosos, a resposta humoral tende a seguir outro caminho, mais “de primeira linha”. Em infecções congênitas, como rubéola, CMV e toxoplasmose, a produção de anticorpos pelo próprio feto é predominantemente da classe IgM. Isso acontece porque a IgM é a primeira imunoglobulina produzida na resposta imune primária e, além disso, não atravessa a placenta. Esse detalhe é clássico em neonatologia: se você encontra IgM específica no recém-nascido, isso sugere infecção intrauterina ou produção fetal, e não anticorpo materno “emprestado”. Já a IgG atravessa a placenta com facilidade, então ela pode refletir transferência materna e não necessariamente infecção do bebê. Por isso o gabarito é a letra D. A lógica é: antígeno infeccioso congênito estimula o feto, e o feto responde como consegue, isto é, com IgM. É aquela pergunta que parece querer confundir com placenta, mas o detalhe decisivo é a classe de anticorpo produzida pelo próprio recém-nascido.