O medicamento excretado inalterado na urina é:
- A)lorazepam;
Lorazepam sofre conjugação hepática e não é excretado inalterado na urina como regra principal.
- B)olanzapina;
Olanzapina é metabolizada no fígado, com eliminação urinária de metabólitos, não da molécula intacta.
- C)gabapentina;
Gabapentina é eliminada predominantemente pelos rins e é excretada inalterada na urina.
- D)risperidona;
Risperidona sofre metabolismo hepático intenso, com eliminação como metabólitos e não inalterada.
- E)lamotrigina.
Lamotrigina é metabolizada no fígado, especialmente por glucuronidação, e não é a opção clássica de excreção inalterada.
Gabarito: C
A lógica aqui é olhar qual fármaco sofre menos metabolismo hepático e sai do corpo praticamente do jeito que entrou. Em Farmacologia, isso cai muito em prova porque a banca mistura drogas com metabolismo intenso no fígado com aquelas eliminadas pelos rins sem grandes mudanças. A gabapentina é o clássico dessa questão: ela tem eliminação renal predominante e é excretada inalterada na urina. Por isso, em pacientes com insuficiência renal, a dose precisa ser ajustada. É o tipo de detalhe que a FGV adora cobrar com cara de pergunta simples, mas com pegadinha elegante. Já os benzodiazepínicos, antipsicóticos e estabilizadores de humor costumam passar por metabolismo hepático mais relevante antes de serem eliminados. Então, quando a questão pergunta qual sai inalterado na urina, a resposta tende a ser a droga mais "rins na veia" e menos "fígado no comando". Assim, o gabarito C está correto porque a gabapentina é eliminada principalmente por via renal, sem metabolização significativa, sendo excretada inalterada na urina.