O ultrassom microfocado é uma tecnologia amplamente utilizada para o tratamento da flacidez facial e corporal. Seu mecanismo de ação
- A)produz microzonas térmicas (Mtz) fracionadas na derme, poupando a epiderme, com consequente efeito lifting não invasivo.
Errada, porque fala em microzonas térmicas fracionadas na derme, conceito mais próximo de lasers fracionados, e não do ultrassom microfocado.
- B)induz pontos de coagulação na derme em diferentes profundidades até o sistema aponeurótico, resultando em neocolagênese.
Certa, pois o ultrassom microfocado produz pontos de coagulação em profundidades variadas, inclusive até o SMAS, estimulando neocolagênese e efeito lifting.
- C)aplica ondas de ultrassom, com mais de 30 watts de potência, que criam cavitações em diferentes profundidades com consequente neocolagênese.
Errada, porque descreve cavitação e potência elevada, o que lembra outras aplicações do ultrassom, não o microfocado usado para flacidez.
- D)emite correntes de alta frequência que aquecem o tecido, estimulando a produção de colágeno e tônus muscular.
Errada, já que correntes de alta frequência correspondem à radiofrequência, não ao ultrassom microfocado.
- E)promove fototermólise seletiva, que causa o aquecimento de estruturas dérmicas selecionadas resultando no estímulo de colágeno .
Errada, porque fototermólise seletiva é mecanismo de laser, não de ultrassom.
Gabarito: B
O ultrassom microfocado é um procedimento de energia não invasiva usado para tratar flacidez, sobretudo no rosto e em áreas do corpo. A ideia é simples: ele entrega energia de forma muito precisa em pontos profundos da pele, sem “machucar por fora”, gerando um aquecimento controlado que leva a pequenos pontos de coagulação e, depois, à produção de novo colágeno. Esse mecanismo é importante porque não atua como um laser nem como corrente elétrica. Ele usa ondas de ultrassom concentradas em profundidades escolhidas, podendo atingir a derme profunda e até o sistema aponeurótico muscular superficial (SMAS), o que ajuda no efeito de sustentação e lifting. Em outras palavras: a pele não fica toda aquecida, mas sim com alvos pontuais e bem localizados. É por isso que a alternativa B está correta. Ela descreve exatamente a formação de pontos de coagulação em diferentes camadas, inclusive até o sistema aponeurótico, seguida de neocolagênese. Esse é o raciocínio clássico cobrado em dermatologia estética: lesão térmica controlada, reparo tecidual e firmeza progressiva. As demais alternativas misturam conceitos de outras tecnologias, como radiofrequência, laser e ultrassom cavitacional. A FGV gosta muito desse tipo de troca de “família tecnológica”: muda um detalhe e tenta fazer você marcar algo que parece elegante, mas não é o mecanismo do ultrassom microfocado.