Na esclerose múltipla, o sinal dos “dedos de Dawson” se caracteriza por lesões ovais ou lineares, localizadas na substância
- A)branca do lobo frontal.
Errada, porque o sinal dos dedos de Dawson não é típico da substância branca do lobo frontal isoladamente, mas da região periventricular.
- B)cinzenta do lobo frontal.
Errada, porque não se trata de lesão na substância cinzenta frontal, e sim de placas desmielinizantes na substância branca.
- C)branca que circunda os núcleos da base.
Errada, porque os núcleos da base não são a localização clássica dos dedos de Dawson na esclerose múltipla.
- D)branca que circunda o tálamo.
Errada, porque a região ao redor do tálamo não define esse sinal; o padrão clássico é periventricular.
- E)branca periventricular, com maior eixo perpendicular ao corpo caloso.
Certa, porque os dedos de Dawson são lesões periventriculares, ovais ou lineares, com maior eixo perpendicular ao corpo caloso.
Gabarito: E
Na esclerose múltipla, os chamados “dedos de Dawson” são um achado clássico de neuroimagem. Eles aparecem como lesões ovais ou lineares na substância branca periventricular, com orientação perpendicular ao corpo caloso, acompanhando as veias medulares que irradiam para os ventrículos. É quase uma assinatura da doença na ressonância: quando a banca quer te provocar, ela troca a localização ou a forma da lesão para ver se você está atento. O fundamento é anatômico e radiológico: a desmielinização na esclerose múltipla costuma se distribuir ao redor dos ventrículos laterais, formando placas periventriculares que se projetam radialmente. Por isso, o aspecto descrito como “dedos” aponta para lesões alongadas, lembrando pequenos traços saindo do corpo caloso em direção à substância branca adjacente. O gabarito está na alternativa E porque ela descreve exatamente essa localização periventricular e a orientação perpendicular ao corpo caloso. Em provas, essa descrição costuma ser praticamente sinônimo de Dawson's fingers. Se você lembrava apenas de “lesão na substância branca”, ainda faltava o detalhe mais cobrado: a topografia periventricular e o eixo perpendicular. Em resumo: esclerose múltipla gosta de periventricular, infratentorial, corpo caloso e medula espinhal. Quando a imagem falar em lesões ovais ou lineares periventriculares, com disposição radial, acenda a luz da esclerose múltipla sem hesitar.