Das bactérias listadas a seguir, aquela que raramente tem capacidade de produzir urease e, consequentemente, está menos envolvida na formação de cálculos de estruvita, é
- A)E. coli.
Correta: a E. coli é, em geral, urease negativa e por isso participa menos da formação de cálculos de estruvita.
- B)Proteus.
Errada: Proteus é urease-positivo clássico e muito associado a estruvita.
- C)Klebsiella.
Errada: Klebsiella pode produzir urease e pode estar ligada a cálculos infecciosos.
- D)Pseudomonas.
Errada: Pseudomonas pode produzir urease e entrar no grupo das bactérias associadas à estruvita.
- E)Staphulococcus.
Errada: Staphylococcus, especialmente algumas espécies, pode produzir urease e favorecer urina alcalina.
Gabarito: A
As calculose de estruvita, também chamadas de cálculos infecciosos, aparecem quando a urina fica alcalina por ação de bactérias que produzem urease. A urease quebra a ureia e libera amônia, elevando o pH urinário e favorecendo a precipitação de fosfato de magnésio e amônio. É por isso que, na prática, você sempre deve lembrar dos germes urease-positivos como os grandes “culpados” desse tipo de cálculo. Entre as bactérias clássicas, Proteus é a mais lembrada, mas Klebsiella, Pseudomonas e alguns Staphylococcus também podem produzir urease. Já a Escherichia coli é, em regra, urease negativa, sendo muito mais associada a infecção urinária comum do que à formação de estruvita. Em outras palavras: ela até pode aparecer em ITU, mas não costuma ser a senhora da festa quando o assunto é cálculo infeccioso. Por isso, o gabarito é a alternativa A. A E. coli raramente produz urease e, consequentemente, está menos envolvida na formação de cálculos de estruvita. Esse é um clássico de prova: associar estruvita a bactéria urease-positiva e separar a E. coli desse grupo.