O seguinte medicamento pode colaborar para um quadro de Doença Hepática Gordurosa não Alcóolica:
- A)Raloxifeno.
Errada, porque raloxifeno não é fármaco clássico associado a esteatose hepática ou DHGNA.
- B)Hidroxicloroquina.
Errada, porque hidroxicloroquina não é uma causa típica de doença hepática gordurosa não alcoólica.
- C)Primaquina.
Errada, porque primaquina pode causar outros efeitos adversos importantes, mas não é a associação clássica com esteatose hepática.
- D)Haldol.
Errada, porque haldol (haloperidol) não é medicamento lembrado como causa de doença hepática gordurosa não alcoólica.
- E)Amiodarona.
Certa, porque a amiodarona pode causar hepatotoxicidade e esteatose/esteato-hepatite medicamentosa, contribuindo para quadro de fígado gorduroso.
Gabarito: E
A Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica (DHGNA) é o acúmulo de gordura no fígado sem relação com álcool em quantidade significativa, muito ligada a resistência à insulina, obesidade, diabetes e dislipidemia. Na prática de prova, a banca gosta de misturar isso com causas medicamentosas de esteatose hepática, porque o fígado vira o grande "alvo" de várias drogas no metabolismo. Entre os medicamentos clássicos que podem colaborar para um quadro de esteatose ou hepatotoxicidade está a amiodarona. Ela pode causar lesão hepática crônica, com padrão que pode lembrar esteato-hepatite, além de alterar enzimas hepáticas e, em uso prolongado, produzir acúmulo de gordura e inflamação no fígado. Por isso, é uma causa medicamentosa bem cobrada em Gastroenterologia e Hepatologia. Então, o gabarito é a letra E. Não é porque a amiodarona seja a causa mais comum de DHGNA, mas porque ela é um fármaco reconhecido por poder induzir ou agravar um quadro de esteatose/esteato-hepatite medicamentosa, o que a banca aqui está mirando. Em prova, pense assim: "se o remédio é famoso por toxicidade hepática e acúmulo lipídico, desconfie". As demais alternativas não são as clássicas associadas a esse quadro. A pegadinha é justamente confundir causas metabólicas da DHGNA com drogas que também fazem fígado sofrer, mas por outros mecanismos. Nesse assunto, o raciocínio de concurso costuma ser mais importante do que decorar listas enormes.