O distúrbio comportamental do sono REM, um dos sintomas prémotores da doença de Parkinson, é uma parassonia, que tem como fármaco de primeira linha para o seu tratamento
- A)a sertalina.
Errada: sertralina é um ISRS usado principalmente em depressão e ansiedade, e não é tratamento de primeira linha para essa parassonia.
- B)a duloxetina.
Errada: duloxetina é um IRSN, mais lembrado em depressão, ansiedade e dor neuropática, sem papel clássico aqui.
- C)o clonazepam.
Certa: o clonazepam é o fármaco de primeira linha mais cobrado para o distúrbio comportamental do sono REM.
- D)a gabapentina.
Errada: gabapentina pode ser usada em outras dores e algumas condições do sono, mas não é a escolha padrão dessa parassonia.
- E)a pregabalina.
Errada: pregabalina também é mais ligada a dor neuropática e ansiedade, não ao tratamento de primeira linha do quadro descrito.
Gabarito: C
O distúrbio comportamental do sono REM é uma parassonia em que a pessoa “encena” os sonhos, podendo falar, chutar, se debater e até se machucar durante o sono. Ele aparece com frequência como sintoma prodrômico de doenças sinucleinopáticas, especialmente a doença de Parkinson, o que o torna uma pista clínica importante para o neurologista atento. No tratamento, a droga clássica de primeira linha é o clonazepam, um benzodiazepínico. Ele reduz a intensidade e a frequência dos episódios, ajudando a “desligar o motor” que fica ligado na fase REM. Em alguns pacientes, a melatonina também é usada, mas, em prova, o nome que costuma cair como primeira escolha é o clonazepam. As demais alternativas confundem porque lembram tratamento de transtornos do humor, dor neuropática ou outras condições, mas não são a conduta padrão para essa parassonia. Então, se a questão falar em distúrbio comportamental do sono REM, pense em clonazepam como a resposta mais clássica e cobrada.