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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 74 anos apresenta quadro de perda não controlada de urina de volume moderado, que ocorre imediatamente após uma necessidade urgente e incontrolável de urinar. Foi prescrita a oxibutinina, com intuito de redução da frequência e maior controle da micção. Entretanto, a paciente começou a se queixar de sonolência, tontura, boca seca e constipação. Essas reações adversas da oxibutinina se devem ao seu potente efeito

Gabarito: B

A paciente tem um quadro típico de incontinência urinária de urgência, aquela em que vem uma vontade súbita e incontrolável de urinar e, se a pessoa não corre para o banheiro, perde urina. Para esse tipo de situação, a oxibutinina é usada para reduzir as contrações involuntárias da bexiga e melhorar o controle miccional. O ponto-chave é que a oxibutinina não age “animando” o sistema urinário, e sim bloqueando receptores muscarínicos da acetilcolina. Na prática, ela reduz a ação parassimpática sobre o detrusor, o músculo da bexiga, diminuindo espasmos e urgência urinária. Isso a classifica como um fármaco com efeito antimuscarínico. E aí aparecem os efeitos colaterais clássicos: boca seca, constipação, tontura e sonolência. Esses sintomas são bem compatíveis com bloqueio colinérgico muscarínico, especialmente em idosas, que costumam ser mais sensíveis a esses efeitos. Em geriatria, esse perfil exige cuidado porque pode piorar cognição, constipação e risco de quedas. Por isso, o gabarito é a letra B. A oxibutinina é um antimuscarínico, e exatamente esse mecanismo explica as reações adversas citadas no enunciado. Em prova, quando aparecer bexiga hiperativa + boca seca + constipação, pense no efeito anticolinérgico batendo na porta.

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