Paciente dá entrada com palpitações. ECG com taquicardia supraventricular de QRS estreito. Está eupneico e estável hemodinamicamente. Realizada manobra vagal sem sucesso. Para tentar reverter a arritmia, o antiarrítmico de escolha é a(o)
- A)adenosina.
Correta: a adenosina é o antiarrítmico de escolha para reverter taquicardia supraventricular estável com QRS estreito após falha da manobra vagal.
- B)amiodarona.
Errada: amiodarona é mais usada em outras arritmias, especialmente ventriculares, e não é a primeira opção para essa situação.
- C)quinidina.
Errada: quinidina é antiarrítmico da classe IA, hoje pouco usada e sem papel de escolha nessa emergência.
- D)lidocaína.
Errada: lidocaína atua principalmente em arritmias ventriculares, especialmente associadas a isquemia, e não em TSV de QRS estreito.
- E)propafenona.
Errada: propafenona pode ser usada em situações selecionadas, mas não é a droga de escolha imediata para reverter essa TSV no pronto atendimento.
Gabarito: A
Em taquicardia supraventricular de QRS estreito, paciente está estável e já falhou a manobra vagal, o próximo passo clássico para tentar reverter o ritmo é a adenosina. Ela bloqueia transitoriamente a condução no nó AV, o que costuma interromper circuitos de reentrada que dependem desse nó, como a TSV por reentrada nodal. É um remédio de ação rapidíssima, quase um “aperta e solta” no sistema elétrico do coração, por isso é muito usado em sala de emergência. O efeito colateral mais lembrado é a sensação de aperto no peito, rubor e mal-estar transitório, mas passa rápido. Em diretrizes de suporte avançado de vida e condutas de emergência, a adenosina é a droga de escolha na TSV estável de QRS estreito após falha das manobras vagais.