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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Gestante inicia acompanhamento pré-natal no começo do segundo trimestre e traz ao obstetra uma dosagem de glicemia de jejum de 99mg/dL. É solicitado repetir o exame e o resultado foi 96mg/dL. Diante desse achado, o procedimento correto é

Gabarito: D

Na gestação, a glicemia de jejum ganha um peso especial. Se no pré-natal inicial, especialmente no começo do segundo trimestre, a gestante apresenta glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL, isso já é critério para diabetes mellitus gestacional, mesmo que a repetição venha um pouco menor, como 96 mg/dL. Ou seja: não é caso de “esperar pra ver”, porque o achado já acende a luz amarela do metabolismo da glicose. O raciocínio prático é simples: primeiro você confirma que não se trata de diabetes franco da gestação e, se a jejum está nessa faixa, o manejo inicial é não farmacológico. A conduta começa com terapia nutricional, orientação dietética, atividade física se não houver contraindicação e monitoramento glicêmico. Isso é o básico bem feito, antes de pensar em insulina ou antidiabéticos orais. O gabarito é a letra D porque a paciente tem um valor de jejum compatível com diabetes gestacional e, nesse momento, a primeira medida correta é tratamento com dieta e exercício, além do acompanhamento glicêmico. Insulina entra se não houver controle com essas medidas, e o teste de tolerância oral à glicose não deve ser usado para “desfazer” um diagnóstico que a glicemia de jejum já sugeriu. Em prova, lembre da regra: jejum a partir de 92 mg/dL na gestação já muda o jogo. A banca gosta muito de testar essa faixa intermediária, justamente para ver se você não cai na armadilha de achar que só valores muito altos importam.

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