Paciente com diagnóstico de cetoacidose diabética, apresenta, na admissão, potássio (K+) sérico de 2,8 mEq/L. Nesse momento, o tratamento deve ser:
- A)iniciar insulina venosa e administrar K+ concomitante, visando um K+ de 4 a 5 mEq/L.
Errada, porque a insulina não deve ser iniciada com K+ de 2,8 mEq/L, já que isso pode piorar a hipocalemia e desencadear arritmias.
- B)administrar K+ antes, e somente iniciar insulina após um K+ de pelo menos 3,3 mEq/L.
Certa, pois com K+ menor que 3,3 mEq/L a reposição deve vir antes da insulina, que só deve ser iniciada após correção mínima do potássio.
- C)iniciar insulina venosa, somente após administrar K+, visando entre 4 a 5 mEq/L.
Errada, porque também propõe insulina antes de corrigir o potássio, o que é perigoso na hipocalemia importante.
- D)administrar K+ antes, e iniciar insulina 1 hora após, independentemente do nível sérico de K+.
Errada, porque o atraso de 1 hora não resolve o problema central: a insulina só deve entrar depois da correção do K+ adequada, não por tempo fixo.
- E)iniciar insulina subcutânea, somente após administrar K+, visando entre 4 a 5 mEq/L.
Errada, porque insulina subcutânea não é o esquema inicial da cetoacidose diabética e, além disso, o problema aqui é a hipocalemia que precisa ser corrigida antes.
Gabarito: B
Então o gabarito B está correto porque o paciente está em hipocalemia franca e não pode receber insulina de imediato. Aqui, a ordem das prioridades salva mais do que a pressa: primeiro estabiliza o potássio, depois trata a cetoacidose com insulina.