Paciente do sexo feminino, 75 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, em uso de losartana, anlodipina, hidroclorotiazida, ácido acetilsalicílico, metformina, é levada para emergência com quadro de hemiparesia e afasia, o que indica acidente vascular cerebral por comprometimento anatômico da artéria
- A)cerebral anterior.
Errada, porque a artéria cerebral anterior costuma causar predomínio de déficit em membro inferior e alterações comportamentais, não o quadro típico de afasia com hemiparesia.
- B)cerebral média.
Certa, pois a artéria cerebral média irriga áreas da linguagem e o córtex motor lateral, explicando afasia e hemiparesia contralateral.
- C)cerebral posterior.
Errada, porque a artéria cerebral posterior está mais relacionada à visão e ao lobo occipital, não sendo a principal causa desse padrão clínico.
- D)basilar.
Errada, pois a artéria basilar compromete principalmente tronco encefálico e circulação posterior, com quadro diferente do descrito.
- E)vertebral.
Errada, porque a artéria vertebral também integra a circulação posterior e costuma causar sinais de tronco/cerebelo, não a associação típica de afasia e hemiparesia.
Gabarito: B
Quando a prova fala em hemiparesia associada a afasia, ela está apontando para uma lesão no hemisfério dominante, geralmente o esquerdo, envolvendo a área de linguagem e a via motora do lado oposto do corpo. Esse conjunto de sinais é clássico de AVC em território da artéria cerebral média, que irriga justamente regiões laterais do cérebro, incluindo áreas frontais, parietais e temporais importantes para linguagem e movimento. Em outras palavras: afasia + déficit motor contralateral faz a artéria cerebral média acender a luz vermelha na sua cabeça. A artéria cerebral anterior costuma dar mais problemas em membro inferior e comportamento, não sendo a campeã de afasia com hemiparesia. Já as artérias posterior, basilar e vertebral estão mais ligadas a tronco encefálico, cerebelo, visão e sinais mais difusos de circulação posterior. Então, quando a clínica é de fala travada e fraqueza de um lado, pense primeiro em território da cerebral média. Esse raciocínio é o que a clínica cobra em prova: identificar o território vascular pelo sintoma. A banca adora transformar semiologia neurológica em associação anatômica direta, sem mistério e sem poesia. Aqui, o padrão é bem típico de AVC isquêmico em artéria cerebral média.