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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 15 anos de idade, sexo masculino, refere dores no ombro esquerdo ao jogar tênis. Ao exame clínico, apresenta dor à movimentação do ombro, com limitação dos movimentos. Exames por imagens demonstraram lesão lítica, excêntrica, bem delimitada com halo de esclerose, na epífise proximal do úmero. Foi realizada biópsia óssea e o resultado foi compatível com a lesão neoplásica. Assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável.

Gabarito: B

O quadro descreve um adolescente com dor no ombro ao esforço, limitação de movimento e uma lesão lítica bem delimitada, com halo de esclerose, localizada na epífise de osso longo. Esse conjunto é quase assinatura de condroblastoma: tumor ósseo benigno raro, típico de adolescentes e jovens, que gosta justamente da epífise, especialmente do fêmur, tíbia e úmero proximal. Ele pode doer bastante e simular inflamação articular, o que confunde bastante na prova. Na imagem, o detalhe que ajuda muito é a localização epifisária. Em ortopedia, isso vale ouro: lesão epifisária em adolescente lembra primeiro condroblastoma, enquanto lesões metafisárias e diâfiso-metafisárias levam o raciocínio para outros diagnósticos. O halo esclerótico ao redor sugere uma lesão mais lenta e delimitada, compatível com benignidade. A biópsia fecha a conta quando mostra tecido condroblástico, porque o diagnóstico definitivo do condroblastoma é anatomopatológico. Em concursos, a banca gosta de juntar idade jovem + epífise + dor + imagem bem delimitada para te puxar para esse tumor. É a clássica situação em que a radiologia já está quase gritando a resposta. As outras alternativas não encaixam bem: Ewing costuma ser lesão agressiva e diafisária, osteocondroma nasce na metáfise e projeta-se para fora do osso, encondroma é central e mais comum nas mãos, e fibroma condromixoide é raro e geralmente metafisário. Então, para esse enunciado, o diagnóstico mais provável é condroblastoma.

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