Paciente de 15 anos de idade, sexo masculino, refere dores no ombro esquerdo ao jogar tênis. Ao exame clínico, apresenta dor à movimentação do ombro, com limitação dos movimentos. Exames por imagens demonstraram lesão lítica, excêntrica, bem delimitada com halo de esclerose, na epífise proximal do úmero. Foi realizada biópsia óssea e o resultado foi compatível com a lesão neoplásica. Assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável.
- A)Encondroma.
Encondroma é um tumor cartilaginoso intramedular, mais comum em ossos pequenos das mãos e pés, e não costuma ser uma lesão epifisária dolorosa no úmero proximal.
- B)Condroblastoma.
Correta, porque condroblastoma ocorre tipicamente em adolescentes, acomete a epífise de ossos longos e aparece como lesão lítica bem delimitada com halo esclerótico.
- C)Ewing.
Ewing geralmente é uma neoplasia maligna agressiva, mais comum na diáfise e com sinais radiológicos menos bem delimitados, além de outro perfil clínico.
- D)Fibroma condromixoide.
Fibroma condromixoide é raro e costuma ser metafisário, não sendo a apresentação clássica de uma lesão epifisária no adolescente.
- E)Osteocondroma.
Osteocondroma é exostose óssea que surge da metáfise e cresce para fora do osso, então a localização epifisária descrita no caso não bate.
Gabarito: B
O quadro descreve um adolescente com dor no ombro ao esforço, limitação de movimento e uma lesão lítica bem delimitada, com halo de esclerose, localizada na epífise de osso longo. Esse conjunto é quase assinatura de condroblastoma: tumor ósseo benigno raro, típico de adolescentes e jovens, que gosta justamente da epífise, especialmente do fêmur, tíbia e úmero proximal. Ele pode doer bastante e simular inflamação articular, o que confunde bastante na prova. Na imagem, o detalhe que ajuda muito é a localização epifisária. Em ortopedia, isso vale ouro: lesão epifisária em adolescente lembra primeiro condroblastoma, enquanto lesões metafisárias e diâfiso-metafisárias levam o raciocínio para outros diagnósticos. O halo esclerótico ao redor sugere uma lesão mais lenta e delimitada, compatível com benignidade. A biópsia fecha a conta quando mostra tecido condroblástico, porque o diagnóstico definitivo do condroblastoma é anatomopatológico. Em concursos, a banca gosta de juntar idade jovem + epífise + dor + imagem bem delimitada para te puxar para esse tumor. É a clássica situação em que a radiologia já está quase gritando a resposta. As outras alternativas não encaixam bem: Ewing costuma ser lesão agressiva e diafisária, osteocondroma nasce na metáfise e projeta-se para fora do osso, encondroma é central e mais comum nas mãos, e fibroma condromixoide é raro e geralmente metafisário. Então, para esse enunciado, o diagnóstico mais provável é condroblastoma.