Usualmente esse enxerto composto é utilizado na reconstrução de defeitos da asa nasal até 1,5cm de extensão, apesar de alguns autores relatarem sucesso para defeitos maiores. Assinale a opção que indica o exemplo de área doadora para enxerto composto com pele e pericôndrio para o caso acima descrito.
- A)Cartilagem do quinto arco costal.
Cartilagem do quinto arco costal não é a escolha típica para enxerto composto da asa nasal, sendo mais usada quando se precisa de maior volume estrutural.
- B)Cartilagem auricular.
Correta: a cartilagem auricular, com pele e pericôndrio, é a área doadora clássica para reconstrução de pequenos defeitos da asa nasal.
- C)Cartilagem septal.
Cartilagem septal pode ser usada como enxerto estrutural, mas não é a referência clássica para enxerto composto com pele e pericôndrio nesse cenário.
- D)Cartilagem heteróloga.
Cartilagem heteróloga não é a opção adequada, pois enxertos compostos faciais exigem tecido autólogo para melhor integração e menor rejeição.
- E)Cartilagem do décimo arco costal.
Cartilagem do décimo arco costal não é uma área doadora usual para esse tipo de reconstrução e tende a ser desproporcional para defeitos pequenos.
Gabarito: B
Esse tipo de enxerto composto mistura mais de um tecido, geralmente pele e cartilagem ou pele e pericôndrio, para reconstruir estruturas pequenas e delicadas do nariz. Na asa nasal, a ideia é repor não só a cobertura cutânea, mas também dar suporte e manter o contorno, evitando retração e colapso. Por isso, ele é muito usado em defeitos pequenos, em geral até cerca de 1,5 cm, embora alguns cirurgiões estendam a indicação em casos selecionados. O ponto-chave aqui é a área doadora. A cartilagem auricular é a campeã para esse tipo de reconstrução porque sua curvatura natural combina muito bem com a anatomia da asa nasal. Além disso, o conjunto de pele e pericôndrio da orelha fornece boa qualidade de tecido para o enxerto composto, com resultado estético mais previsível. Em prova, quando a banca fala em enxerto composto para defeito de asa nasal, pense logo em orelha. A lógica é quase artesanal: forma parecida, tecido adequado e pouca chance de virar um remendo torto. É o tipo de associação anatômica que costuma cair com gosto pela FGV. Portanto, o gabarito B está correto porque a cartilagem auricular é a área doadora clássica para enxerto composto com pele e pericôndrio na reconstrução da asa nasal.