O manejo inicial mais adequado ao paciente pediátrico com sinais clínicos de choque séptico na sala de emergência é
- A)realizar exames de imagem que auxiliem a investigação do quadro clínico.
Errada, porque exames de imagem não devem atrasar a ressuscitação inicial do choque séptico.
- B)realizar uma punção venosa central para monitorização da pressão venosa central antes de iniciar a administração de fluidos.
Errada, pois não se deve aguardar punção venosa central nem medir PVC antes de iniciar fluidos.
- C)colher amostras para cultura sanguínea, urinária e líquor antes de administrar qualquer medicamento.
Errada, porque culturas são úteis, mas não podem atrasar antibiótico e reposição volêmica no choque.
- D)iniciar a ventilação mecânica invasiva com pressão positiva para garantir a estabilidade respiratória.
Errada, já que ventilação mecânica não é a medida inicial de rotina e não substitui a ressuscitação hemodinâmica.
- E)administrar rapidamente uma dose única de antibiótico de amplo espectro e iniciar hidratação com solução salina isotônica em bolus.
Certa, pois o manejo inicial do choque séptico pediátrico exige antibiótico de amplo espectro precoce e expansão volêmica com cristalóide isotônico em bolus.
Gabarito: E
No choque séptico pediátrico, o relógio manda mais que o estetoscópio: a prioridade na sala de emergência é reconhecer rapidamente a hipoperfusão e tratar nas primeiras horas. Em criança com sinais clínicos de choque, o manejo inicial inclui acesso venoso, coleta de exames sem atrasar a terapia e, sobretudo, início imediato de antibiótico de amplo espectro e reposição volêmica com cristalóide isotônico em bolus, reavaliando a cada etapa. A lógica é simples: a sepse grave piora muito rápido, e esperar exames de imagem, monitorização invasiva ou confirmação “perfeita” pode custar tempo precioso. Diretrizes de sepse pediátrica reforçam que a ressuscitação deve ser precoce, com fluidos isotônicos em bolus de 10 a 20 mL/kg, com vigilância para sinais de sobrecarga, além de antibiótico precoce após a suspeita clínica e coleta de culturas quando isso não atrasar o tratamento. Na prática, você pensa em três verbos: reconhecer, ressuscitar e antibiótico. Cultura é importante, mas não pode virar a fila do posto de saúde da sepse. E imagem, ventilação invasiva ou cateter central não são o primeiro passo em uma criança em choque na emergência. Por isso, a alternativa correta é a que combina antibioticoterapia rápida de amplo espectro com hidratação venosa isotônica em bolus. Esse é o núcleo do atendimento inicial do choque séptico pediátrico, alinhado às diretrizes de manejo precoce da sepse em pediatria.