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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

O manejo inicial mais adequado ao paciente pediátrico com sinais clínicos de choque séptico na sala de emergência é

Gabarito: E

No choque séptico pediátrico, o relógio manda mais que o estetoscópio: a prioridade na sala de emergência é reconhecer rapidamente a hipoperfusão e tratar nas primeiras horas. Em criança com sinais clínicos de choque, o manejo inicial inclui acesso venoso, coleta de exames sem atrasar a terapia e, sobretudo, início imediato de antibiótico de amplo espectro e reposição volêmica com cristalóide isotônico em bolus, reavaliando a cada etapa. A lógica é simples: a sepse grave piora muito rápido, e esperar exames de imagem, monitorização invasiva ou confirmação “perfeita” pode custar tempo precioso. Diretrizes de sepse pediátrica reforçam que a ressuscitação deve ser precoce, com fluidos isotônicos em bolus de 10 a 20 mL/kg, com vigilância para sinais de sobrecarga, além de antibiótico precoce após a suspeita clínica e coleta de culturas quando isso não atrasar o tratamento. Na prática, você pensa em três verbos: reconhecer, ressuscitar e antibiótico. Cultura é importante, mas não pode virar a fila do posto de saúde da sepse. E imagem, ventilação invasiva ou cateter central não são o primeiro passo em uma criança em choque na emergência. Por isso, a alternativa correta é a que combina antibioticoterapia rápida de amplo espectro com hidratação venosa isotônica em bolus. Esse é o núcleo do atendimento inicial do choque séptico pediátrico, alinhado às diretrizes de manejo precoce da sepse em pediatria.

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