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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Durante o atendimento de uma criança em atividade elétrica sem pulso, a droga de escolha para administração imediata é a

Gabarito: A

Na atividade elétrica sem pulso (AESP), o coração até mostra atividade no monitor, mas não gera pulso efetivo. Em prova de reanimação pediátrica, isso significa uma coisa importante: a prioridade imediata é seguir o algoritmo de suporte avançado de vida, com compressões de alta qualidade, ventilação adequada e adrenalina o quanto antes. Aqui, a droga de escolha para administração imediata é a adrenalina, porque ela aumenta a perfusão coronariana e cerebral durante a parada, podendo ajudar a reverter o quadro quando a causa é tratável. O raciocínio é simples: em ritmos não chocáveis, como assistolia e AESP, não há indicação de choque, e a medicação vasopressora entra cedo. A adrenalina costuma ser repetida em ciclos, seguindo o protocolo de reanimação pediátrica. Ou seja, o monitor até pode “parecer animado”, mas o que manda é o pulso - e, sem pulso, a adrenalina é a aposta inicial. Amiodarona e lidocaína ficam mais associadas aos ritmos chocáveis refratários, especialmente fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. Dopamina é droga de suporte hemodinâmico em choque, não a escolha na parada com AESP. Atropina, por sua vez, não é a medicação padrão para esse cenário em pediatria. Então, por protocolo de ressuscitação cardiopulmonar pediátrica, a resposta certa é a adrenalina. A banca costuma cobrar justamente essa diferença entre ritmos chocáveis e não chocáveis, e aqui o detalhe faz toda a diferença.

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