Paciente de 65 anos do sexo masculino dá entrada na sala de emergência de hospital secundário com dor torácica intensa, sendo diagnosticado com síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento de segmento-ST. Como não há hemodinâmica disponível no hospital e nem nos arredores, optou-se por realização de trombólise química com alteplase. Com relação à utilização do segundo antiagregante nesse processo, em associação ao ácido acetilsalicílico (AAS), assinale a afirmativa correta.
- A)Não se deve utilizar segundo antiagregante pois aumenta a mortalidade por sangramentos em caso de trombólise.
Errada: após trombólise no IAM com supra, deve-se manter dupla antiagregação, porque o uso do segundo antiagregante reduz eventos isquêmicos e não é proibido por sangramento como regra geral.
- B)Deve-se utilizar obrigatoriamente o clopidogrel.
Certa: após fibrinólise com alteplase, o segundo antiagregante recomendado em associação ao AAS é o clopidogrel.
- C)Deve-se utilizar preferencialmente o prasugrel, caso disponível.
Errada: o prasugrel não é o preferido no cenário de trombólise química, sendo mais ligado à estratégia invasiva com PCI.
- D)Deve-se utilizar preferencialmente o ticagrelor, caso disponível.
Errada: o ticagrelor não é a opção preferencial clássica após fibrinólise; para prova, a escolha consagrada é o clopidogrel.
- E)Deve-se utilizar preferencialmente o cangrelor, caso disponível.
Errada: o cangrelor é um antiagregante intravenoso usado em situações selecionadas de intervenção coronariana, não como preferência após trombólise.
Gabarito: B
Na síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento de ST tratada com fibrinólise, a dupla antiagregação continua sendo parte central do tratamento: ácido acetilsalicílico mais um inibidor P2Y12. O detalhe que cai em prova é que, quando a reperfusão foi feita com trombólise química, o segundo antiagregante de escolha é o clopidogrel. Isso vale porque ele tem recomendação consolidada nesse cenário e é o agente estudado junto com a fibrinólise, reduzindo eventos isquêmicos sem aumentar de forma desproporcional o risco de sangramento. Prasugrel não é a escolha aqui, porque seu uso é associado principalmente ao contexto de intervenção coronariana percutânea, e ele não é o preferido após trombólise. Ticagrelor até pode aparecer em cenários de SCA, mas depois de fibrinólise ele não é a opção clássica para a prova, justamente porque a conduta consagrada é clopidogrel. Cangrelor é um antiagregante intravenoso usado em situações específicas de PCI, não como rotina após trombólise. Então, pensando como banca: se houve alteplase, fez fibrinólise, o segundo antiagregante que você deve lembrar é o clopidogrel. É uma regra prática muito cobrada e bem alinhada com diretrizes de manejo do IAM com supra de ST.