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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Paciente de 65 anos do sexo masculino dá entrada na sala de emergência de hospital secundário com dor torácica intensa, sendo diagnosticado com síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento de segmento-ST. Como não há hemodinâmica disponível no hospital e nem nos arredores, optou-se por realização de trombólise química com alteplase. Com relação à utilização do segundo antiagregante nesse processo, em associação ao ácido acetilsalicílico (AAS), assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Na síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento de ST tratada com fibrinólise, a dupla antiagregação continua sendo parte central do tratamento: ácido acetilsalicílico mais um inibidor P2Y12. O detalhe que cai em prova é que, quando a reperfusão foi feita com trombólise química, o segundo antiagregante de escolha é o clopidogrel. Isso vale porque ele tem recomendação consolidada nesse cenário e é o agente estudado junto com a fibrinólise, reduzindo eventos isquêmicos sem aumentar de forma desproporcional o risco de sangramento. Prasugrel não é a escolha aqui, porque seu uso é associado principalmente ao contexto de intervenção coronariana percutânea, e ele não é o preferido após trombólise. Ticagrelor até pode aparecer em cenários de SCA, mas depois de fibrinólise ele não é a opção clássica para a prova, justamente porque a conduta consagrada é clopidogrel. Cangrelor é um antiagregante intravenoso usado em situações específicas de PCI, não como rotina após trombólise. Então, pensando como banca: se houve alteplase, fez fibrinólise, o segundo antiagregante que você deve lembrar é o clopidogrel. É uma regra prática muito cobrada e bem alinhada com diretrizes de manejo do IAM com supra de ST.

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