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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

A paralisia periódica hipercalêmica é uma canalopatia causada por mutação no gen

Gabarito: A

A paralisia periódica hipercalêmica é uma canalopatia muscular: o problema está no funcionamento dos canais iônicos da membrana da fibra muscular, e não em um “nervo fraco” ou em uma doença neurodegenerativa. O quadro costuma cursar com crises de fraqueza muscular episódica, muitas vezes desencadeadas por repouso após exercício, jejum ou ingestão de potássio, e o potássio sérico pode estar alto, normal ou às vezes até pouco alterado durante as crises. É o tipo de tema em que a fisiopatologia manda mais que a memória fotográfica. O gabarito é a alternativa A porque o gene SCN4A codifica o canal de sódio dependente de voltagem do músculo esquelético. Mutações nesse gene alteram a excitabilidade muscular e podem causar paralisia periódica hipercalêmica, além de outros fenótipos musculares ligados a canalopatias. Em prova, sempre que aparecer SCN4A, pense em canal de sódio e doença muscular episódica. As demais opções confundem porque pertencem ao universo das doenças de Parkinson e não às canalopatias musculares. LRRK2, PINK1, VPS35 e GBA são genes associados a parkinsonismo familiar ou risco aumentado de doença de Parkinson, então não explicam crises flutuantes de fraqueza por alteração de canal iônico. Ou seja: aqui o alvo é o músculo, não os núcleos da base. Resumo de prova: paralisia periódica hipercalêmica = canal de sódio do músculo esquelético, gene SCN4A. Se a questão falar em fraqueza episódica, gatilhos como repouso pós-exercício e relação com potássio, sua antena deve ir direto para canalopatia.

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