Um paciente portador de asma, com 1 sintoma diurno a cada 2 meses e sem sintomas noturnos, prova de função respiratória com volume expiratório forçado em 1 segundo (VEF1) normal e sem exacerbações ao ano, deve ser tratado com
- A)agonista beta 2 de curta duração (SABA), quando necessário.
Correta: em asma leve com sintomas raros e sem exacerbações, o broncodilatador de resgate sob demanda é suficiente.
- B)agonista beta 2 de longa duração (LABA) 2 vezes ao dia.
Errada: LABA não deve ser usado isoladamente na asma e ainda por cima não faz sentido para quadro tão leve.
- C)SABA 2 vezes ao dia e LABA 2 vezes ao dia.
Errada: combina um broncodilatador de manutenção sem necessidade e mantém uso regular desproporcional ao quadro.
- D)SABA associado a corticoide inalatório 2 vezes ao dia.
Errada: corticoide inalatório pode ser indicado em asma mais sintomática, mas a questão descreve doença muito leve e sem necessidade de esquema fixo.
- E)LABA associado a corticoide inalatório 2 vezes ao dia.
Errada: LABA com corticoide é estratégia para controle de asma persistente, não para paciente com sintomas muito raros e função pulmonar normal.
Gabarito: A
Na asma, o tratamento é guiado pelo grau de controle dos sintomas e pelo risco de exacerbações. Quando o paciente tem sintomas muito esparsos, sem queixas noturnas, VEF1 normal e nenhuma exacerbação no ano, estamos diante de uma asma leve e bem controlada, ou seja, não há indicação de tratamento de manutenção contínuo com broncodilatador de longa ação ou corticoide inalatório diário. Nessa situação, a conduta é usar um broncodilatador de resgate apenas quando necessário. O SABA, como salbutamol, alivia rapidamente a broncoconstrição e é justamente o que se espera para um paciente com sintomas raros. É o famoso tratamento 'sob demanda', sem exagero de medicação quando a doença está quietinha. Já LABA isolado não deve ser usado na asma, porque não trata a inflamação da doença e pode aumentar risco quando empregado sem corticoide inalatório. O corticoide inalatório entra mais quando há maior frequência de sintomas, pior controle ou risco de crise, o que não é o caso descrito. Portanto, o gabarito é a letra A: SABA quando necessário. A lógica da questão é simples: quadro leve, função pulmonar normal e sem exacerbações apontam para terapia de alívio, não de manutenção regular.