Assinale a opção que indica um distúrbio de natureza não epiléptica.
- A)Síndrome de Ohtahara.
Errada, porque a síndrome de Ohtahara é uma encefalopatia epiléptica precoce, com crises verdadeiras.
- B)Hiperecplexia.
Certa, porque a hiperecplexia é um distúrbio de sobressalto exagerado e não uma síndrome epiléptica.
- C)Sindrome de Dravet.
Errada, porque a síndrome de Dravet é uma epilepsia grave da infância, com crises recorrentes.
- D)Síndrome de Panayiotopoulos.
Errada, porque a síndrome de Panayiotopoulos é uma forma de epilepsia autolimitada da infância.
- E)síndrome de Landau-Kleffner.
Errada, porque a síndrome de Landau-Kleffner é uma afasia epiléptica adquirida, associada a atividade epiléptica.
Gabarito: B
A questão quer que você identifique um distúrbio que parece crise epiléptica, mas não é uma epilepsia de verdade. Em neurologia pediátrica, isso é bem comum: alguns quadros dão susto, rigidez, quedas ou movimentos anormais, mas não surgem por descargas epilépticas no cérebro. Aí mora a pegadinha da banca. A hiperecplexia é o clássico exemplo de distúrbio de sobressalto exagerado, geralmente desencadeado por estímulos inesperados, com rigidez e hiperexcitabilidade motora, mas sem ser uma síndrome epiléptica. Ou seja, o paciente pode até parecer estar tendo uma crise, mas o mecanismo é outro. Já as demais alternativas são síndromes epilépticas conhecidas. A síndrome de Ohtahara é uma encefalopatia epiléptica precoce; Dravet é epilepsia grave da infância; Panayiotopoulos é uma epilepsia autolimitada da infância com crises autonômicas; e Landau-Kleffner é uma afasia epiléptica adquirida. Todas orbitam o mundo das epilepsias, cada uma com sua roupagem clínica. Então o gabarito B está correto porque hiperecplexia não é, em essência, uma epilepsia, e sim um distúrbio de sobressalto e tônus. A banca gosta muito dessa distinção entre crise epiléptica e evento paroxístico não epiléptico, especialmente em pediatria.