Paciente do sexo feminino, com 40 anos, realiza ultrassonografia das mamas que evidencia cisto de 1,0cm com calcificação (“leite de cálcio”) em seu interior. Diante desse achado, a conduta mais adequada é
- A)iniciar quimioterapia neoadjuvante.
Errada: quimioterapia neoadjuvante é tratamento oncológico para câncer de mama com indicação específica, e não para um cisto benigno com leite de cálcio.
- B)prosseguir a propedêutica com biopsia percutânea.
Errada: biopsia percutânea não é necessária quando o exame mostra um achado benigno e típico, sem sinais suspeitos associados.
- C)solicitar ressonância nuclear magnética das mamas.
Errada: a ressonância das mamas não é exame de rotina para esclarecer um cisto benigno com calcificação clássica na ultrassonografia.
- D)manter rastreio conforme preconizado para sua idade.
Certa: o achado é compatível com benignidade, então a conduta é manter o rastreio mamário conforme recomendado para a idade.
- E)indicar biopsia cirúrgica com colocação de clipe metálico.
Errada: biopsia cirúrgica com clipe metálico é medida desproporcional para um cisto benigno, sem indicação de excisão diagnóstica.
Gabarito: D
O achado descrito é bem típico de lesão benigna: um cisto mamário pequeno, com calcificação em seu interior, conhecido como "leite de cálcio". Isso costuma representar secreção espessada e deposição de cálcio dentro de um cisto, e não sinal de câncer. Na prática, quando a imagem é compatível com esse padrão clássico, a conduta é conservadora, sem sair correndo para biópsia ou exames mais sofisticados. Em mastologia, a grande regra é simples: nem toda imagem diferente é suspeita. Cisto simples ou cisto com leite de cálcio, quando com características benignas na ultrassonografia, não exige investigação invasiva. O seguimento deve ser o rastreio habitual para a faixa etária, como se faz para mulheres de 40 anos, conforme a estratégia de rastreamento adotada pelo serviço e pelas diretrizes de rastreamento mamográfico. Por isso o gabarito é a letra D. A paciente tem um achado benigno e estável, sem descrição de componente sólido, paredes espessas, septações suspeitas ou outra característica que levasse a BI-RADS mais alto. Nessas situações, a melhor medicina é a que evita exagero: observar, acompanhar e manter o rastreio de rotina. Se quiser guardar uma frase-chave: "cisto com leite de cálcio na mama não é sinônimo de alarmes ligados". O achado é clássico de benignidade, então a conduta é seguir o protocolo de rastreamento da idade, sem biopsia, sem ressonância e sem drama desnecessário.