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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

No tratamento de infecções por MRSA-comunitário, não graves, a melhor indicação terapêutica é

Gabarito: A

Quando a questão fala em MRSA-comunitário não grave, pense em infecção de pele e partes moles em paciente estável, sem sinais de toxemia, abscesso profundo ou necessidade imediata de antibiótico venoso. Nessa situação, o tratamento oral costuma ser suficiente, e você procura drogas ativas contra MRSA comunitário. A sulfametoxazol-trimetoprima é uma das escolhas clássicas, porque tem boa atividade contra esse agente e é muito usada em quadros leves a moderados, especialmente quando o quadro é compatível com abscesso ou furúnculo drenável. A lógica aqui é simples: não grave, então não precisa sair direto para vancomicina como se estivesse tratando paciente internado em estado crítico. Também não faz sentido usar amoxicilina-clavulanato, porque esse esquema não cobre bem MRSA. Ofloxacina também não é a favorita, tanto por cobertura quanto por resistência. Clindamicina até pode aparecer em algumas situações, mas não é a melhor resposta da banca quando ela quer a opção mais clássica e direta para MRSA comunitário não grave. Na prática, além do antibiótico, lembre-se que em muitas infecções cutâneas por MRSA o controle do foco, como drenagem de abscesso, é parte central do tratamento. Antibiótico sem drenagem, quando há coleção, é aquele clássico remédio que chega atrasado para a festa. Então, o gabarito A está correto porque a sulfametoxazol-trimetoprima é uma opção oral efetiva e consagrada para MRSA comunitário em quadros não graves. Em prova, a banca costuma valorizar exatamente essa ideia: doença leve, tratamento ambulatorial, droga com cobertura adequada para MRSA.

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