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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Em pacientes com hipertensão arterial resistente, é fundamental que fatores secundários e agravantes sejam identificados e corrigidos. Entre as opções abaixo, assinale a que não representa um fator que pode dificultar o controle da pressão arterial.

Gabarito: D

Na hipertensão arterial resistente, a ideia central é simples: antes de trocar remédio, você precisa procurar o que está sabotando o controle da pressão. Isso inclui causas secundárias e fatores agravantes, como apneia do sono, doença renal crônica, uso de anti-inflamatórios, excesso de sal e alguns fármacos que elevam a pressão. Se o gatilho continua lá, a pressão continua teimando em subir. A apneia do sono é um clássico nessa história, porque aumenta a atividade simpática e piora o controle pressórico. A insuficiência renal crônica também pesa bastante, já que altera o equilíbrio de volume e o manejo de sódio. Já os anti-inflamatórios não esteroidais podem reduzir o efeito de vários anti-hipertensivos e favorecer retenção de sódio. Os anticoncepcionais orais também merecem atenção, especialmente os que contêm estrogênio, pois podem elevar a pressão em algumas pacientes e dificultar o controle. Em questões de prova, a banca gosta muito desses fatores que atrapalham, porque eles são comuns, cobrados e, na prática, fazem diferença no consultório. O gabarito é a letra D porque o exercício físico aeróbico regular não é fator de piora da pressão arterial; ao contrário, ele é uma medida recomendada no tratamento não farmacológico da hipertensão, ajudando a reduzir a pressão e o risco cardiovascular. Então, aqui o segredo foi identificar o que ajuda o paciente, e não o que atrapalha.

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