Em uma insuficiência ventilatória obstrutiva,
- A)a capacidade inspiratória está aumentada.
Errada, porque na obstrução há aprisionamento de ar e a capacidade inspiratória costuma diminuir, não aumentar.
- B)capacidade residual está diminuída.
Errada, porque a capacidade residual funcional tende a aumentar devido ao ar retido após a expiração.
- C)capacidade pulmonar total está diminuída.
Errada, porque a capacidade pulmonar total geralmente não diminui na obstrução e pode até aumentar pelo hiperinsuflamento.
- D)o volume de reserva expiratório está aumentado.
Errada, porque o volume de reserva expiratório costuma ficar reduzido, já que o paciente não consegue esvaziar bem os pulmões.
- E)o volume residual está aumentado.
Certa, porque a obstrução ao fluxo expiratório causa aprisionamento de ar, elevando o volume residual.
Gabarito: E
Na insuficiência ventilatória obstrutiva, o problema principal é a dificuldade de expulsar o ar dos pulmões. Pense como um canudo entupido: entra ar, mas sair fica trabalhoso. Isso faz com que o ar fique preso nas vias aéreas e nos alvéolos, aumentando o volume que permanece depois de uma expiração forçada. Por isso, o achado clássico é o aumento do volume residual, que representa o ar que ainda sobra no pulmão mesmo após o máximo esforço para soltar o ar. Esse aumento ocorre por aprisionamento aéreo, muito comum em doenças como DPOC e asma. Em geral, nessa situação também pode haver aumento da capacidade residual funcional e da capacidade pulmonar total, justamente porque o pulmão fica mais “inflado” pelo ar retido. Já a capacidade inspiratória tende a cair, porque sobra menos espaço para inspirar mais ar depois do volume residual aumentado. Assim, o gabarito correto é a letra E. O raciocínio é puramente fisiológico: obstrução ao fluxo expiratório leva a aprisionamento aéreo e, consequentemente, aumento do volume residual.