Assinale a opção que indica a bactéria que, depois da E. coli, e mais comumente causa cistite aguda na mulher jovem.
- A)S. sapropthyticus.
Certa: Staphylococcus saprophyticus é a segunda causa mais comum de cistite aguda na mulher jovem, depois da E. coli.
- B)Klebsiella.
Errada: Klebsiella pode causar ITU, mas é menos típica como segunda causa em mulher jovem com cistite simples.
- C)Enterococus.
Errada: Enterococcus é mais lembrado em contextos hospitalares, idosos ou ITU complicada.
- D)Proteus.
Errada: Proteus é associado a ITU complicada e a cálculo urinário, não ao padrão clássico da mulher jovem.
- E)Pseudomonas.
Errada: Pseudomonas é mais típica de infecção hospitalar, cateterismo e situações urológicas complexas.
Gabarito: A
Na cistite aguda da mulher jovem, o primeiro nome que vem à cabeça é a Escherichia coli, disparada a campeã de frequência. Mas, depois dela, a bactéria que costuma aparecer com mais destaque é a Staphylococcus saprophyticus, especialmente em mulheres jovens sexualmente ativas. Ela é um agente clássico de infecção urinária comunitária e merece atenção porque adora esse cenário clínico quase como se tivesse marcado presença na prova. O raciocínio é simples: em uma mulher jovem com quadro típico de cistite, a lista de agentes fica dominada por enterobactérias, mas algumas espécies têm “preferências” epidemiológicas bem conhecidas. A S. saprophyticus é a segunda causa mais comum nesse perfil, ficando atrás apenas da E. coli. Por isso, quando a questão pergunta “depois da E. coli”, a resposta costuma apontar para ela. As outras bactérias da lista até podem causar infecção urinária, mas estão mais associadas a outros contextos. Klebsiella e Proteus aparecem mais em ITU complicada ou em pacientes com alterações do trato urinário. Enterococcus é lembrado em idosos, hospitalizados ou em situações específicas. Pseudomonas é quase sempre a bactéria do cenário hospitalar, cateter e doença urológica mais complicada. Em resumo: cistite aguda na mulher jovem tem E. coli como principal agente e Staphylococcus saprophyticus como a grande segunda colocada. É aquele tipo de pergunta em que epidemiologia manda mais que chute elegante.