A teoria ”Programming”, elaborada por Barker, trata da programação
- A)da neurohipófise no início do estirão puberal ao secretar GH.
Errada, porque a teoria de Barker não trata da neurohipófise nem de secreção de GH no estirão puberal.
- B)da adenohipófise ao induzir producao de prolactina para produzir o leite durante gestação.
Errada, porque prolactina e produção de leite na gestação não têm relação com a hipótese de programação fetal de Barker.
- C)metabólica com tendência a doenças endócrinas de mecanismos de adaptação por fetos que sofreram restrição de crescimento intrauterino.
Certa, porque descreve a programação metabólica intrauterina associada à restrição de crescimento fetal e maior risco de doenças endócrinas futuras.
- D)intrauterina da resistência à atuação do GH em fases tardias.
Errada, porque a teoria não é sobre resistência intrauterina ao GH em fases tardias, e sim sobre adaptação fetal e risco metabólico posterior.
- E)da parasitemia por enterovírus ao atingir as ilhotas de Langerhans e posteriormente causar a Diabetes Tipo 1 pelo seu infarto.
Errada, porque diabetes tipo 1 não é explicada por "infarto" das ilhotas por enterovírus nesse contexto e isso não corresponde à teoria de Barker.
Gabarito: C
A teoria de "Programming", de Barker, também chamada de hipótese da origem fetal das doenças do adulto, diz que agressões no período intrauterino podem "programar" o metabolismo do feto para o resto da vida. Em outras palavras, se o bebê sofre restrição de crescimento dentro do útero, ele pode se adaptar para sobreviver naquele ambiente, mas depois fica mais vulnerável a doenças metabólicas e endócrinas na vida adulta. O ponto central aqui não é uma lesão aguda nem um defeito isolado de um hormônio específico. É uma adaptação fetal que, apesar de útil no curto prazo, pode cobrar a conta depois: maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão, obesidade central e outras alterações metabólicas. É o famoso efeito "economia de sobrevivência": o corpo aprende a economizar energia, mas o mundo pós-nascimento nem sempre colabora. Por isso, a alternativa C está correta ao mencionar a programação metabólica com tendência a doenças endócrinas em fetos que sofreram restrição de crescimento intrauterino. Essa é exatamente a ideia da teoria de Barker: o ambiente intrauterino influencia a saúde futura, especialmente quando há desnutrição ou baixo crescimento fetal. As demais alternativas tentam misturar hipófise, GH, prolactina, resistência ao GH e infecções virais, mas isso não corresponde ao conceito clássico de Barker. Em prova, quando aparecer "programming", pense primeiro em programação fetal e doenças crônicas do adulto, não em um hormônio específico trabalhando sozinho.