Paciente feminina, 32 anos, procura atendimento relatando dor pélvica, corrimento vaginal, dispareunia e disúria. Ao exame físico: dor abdominal à palpação, presença de sinais de cervicite mucopurulenta ao exame especular e dor à mobilização do colo uterino; PA: 120x70 mmHg; FC: 87 bpm; FR: 17 irpm. Assinale a opção que indica o esquema terapêutico preferencial para esse caso.
- A)Amoxicilina e azitromicina.
Errada, porque amoxicilina e azitromicina não cobrem de forma adequada o esquema empírico preferencial para DIP com suspeita de gonococo e clamídia.
- B)Ciprofloxacina e metronidazol.
Errada, pois ciprofloxacina não é a escolha preferencial para DIP e o esquema não contempla bem a cobertura padrão recomendada.
- C)Penicilina benzatina e norfloxacina.
Errada, porque penicilina benzatina trata sífilis, não o quadro de DIP, e norfloxacina também não é esquema apropriado aqui.
- D)Ceftriaxone e doxiciclina.
Certa, porque ceftriaxona cobre gonococo e doxiciclina cobre clamídia, formando o esquema empírico clássico para DIP não complicada.
- E)Ceftazidima e tetraciclina.
Errada, porque ceftazidima e tetraciclina não correspondem ao esquema preferencial recomendado para esse quadro clínico.
Gabarito: D
O quadro descrito é muito sugestivo de doença inflamatória pélvica (DIP): dor pélvica, corrimento, dispareunia, disúria, cervicite mucopurulenta e dor à mobilização do colo uterino. Na prática, isso acende a luz amarela para infecção ascendente, geralmente por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, com possibilidade de participação de anaeróbios. O ponto-chave é tratar de forma empírica e precoce, sem esperar cultura, porque a demora aumenta o risco de infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.