As possíveis estratégias de abordagens cirúrgicas para um paciente com indicação de transplante cardíaco, que apresenta sinais de hipertensão arterial pulmonar fixa, sem resposta ao teste farmacológico com vasodilatadores, são: I. transplante cardíaco ortotópico; II. transplante cardíaco heterotópico; III. transplante cardiopulmonar. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque o transplante cardíaco ortotópico isolado é contraindicado quando a hipertensão pulmonar é fixa e não responde a vasodilatadores.
- B)II, apenas.
Correta apenas em parte do raciocínio, mas isoladamente não responde ao enunciado, pois a questão exige mais de uma estratégia possível.
- C)I e III, apenas.
Errada, porque a alternativa inclui o transplante ortotópico, que não é a conduta adequada nesse cenário de hipertensão pulmonar fixa.
- D)II e III, apenas.
Correta, pois o transplante heterotópico e o transplante cardiopulmonar podem ser alternativas quando a hipertensão pulmonar fixa impede o transplante cardíaco isolado.
- E)I, II e III.
Errada, porque o transplante cardíaco ortotópico não deve ser mantido como opção padrão diante de hipertensão pulmonar fixa sem resposta ao teste vasodilatador.
Gabarito: D
Quando o paciente tem indicação de transplante cardíaco, mas apresenta hipertensão arterial pulmonar fixa e sem resposta aos vasodilatadores, o problema é que o novo coração pode falhar logo de cara ao enfrentar uma resistência pulmonar muito alta. Em outras palavras: não basta trocar a bomba, porque o “encanamento de saída” está pesado demais. Nessa situação, o transplante cardíaco ortotópico clássico fica contraindicado, porque o ventrículo direito do enxerto pode não suportar a pós-carga pulmonar aumentada. Já o transplante cardíaco heterotópico pode ser uma estratégia para casos selecionados, funcionando como um tipo de suporte adicional ao coração nativo e ao enxerto. Outra opção é o transplante cardiopulmonar, que troca coração e pulmões em bloco. Ele entra no radar justamente quando a hipertensão pulmonar é fixa e inviabiliza o transplante cardíaco isolado. A lógica aqui é simples: se o pulmão doente é a origem da resistência, fazer só a troca do coração seria pouco. Por isso, o gabarito é D: estão corretas as estratégias II e III. A I está errada porque o transplante cardíaco ortotópico, sozinho, não é a abordagem adequada quando há hipertensão pulmonar fixa sem reversibilidade ao teste com vasodilatadores.