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Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

Durante a investigação ecocardiográfica de pacientes com suspeita de endocardite infecciosa, o exame transesofágico pode ser prescindido na seguinte situação:

Gabarito: E

Na suspeita de endocardite infecciosa, o ecocardiograma transtorácico costuma ser o primeiro passo, mas o transesofágico entra quando a imagem de fora do tórax não resolve bem a história. Ele é especialmente importante quando há prótese valvar, suspeita de abscesso, exame transtorácico normal com alta suspeita clínica ou janela ruim, porque ele enxerga melhor vegetações pequenas e complicações perivalvares. Agora vem o ponto da questão: o transesofágico pode ser dispensado quando já existe endocardite isolada confirmada em válvula nativa tricúspide e o transtorácico mostrou imagem adequada. Isso faz sentido porque a tricúspide é uma valva do lado direito, geralmente mais bem vista ao transtorácico, então o exame mais invasivo não acrescenta muito nesse cenário específico. Em outras palavras, se o transtorácico já respondeu bem e o quadro é de endocardite direita isolada em válvula nativa tricúspide, você não precisa “ir até o esôfago” só por esporte. Mas se houver prótese, dúvida diagnóstica, suspeita de abscesso ou exame ruim, o transesofágico vira praticamente obrigatório na prática clínica. Em prova, a lógica é: TTE primeiro; TEE para aumentar sensibilidade e procurar complicações, salvo a exceção clássica da endocardite direita nativa com boa janela transtorácica.

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