Com relação à síndrome de veia cava superior (SVCS), assinale a afirmativa incorreta.
- A)Deve ocorrer uma discussão multidisciplinar para o tratamento definitivo da SVCS onde a quimioterapia e/ou radioterapia são modalidades comumente empregadas no tratamento da SVCS maligna por neoplasia pulmonar.
Certa: em SVCS maligna, a condução definitiva costuma envolver discussão multidisciplinar, com quimioterapia e/ou radioterapia conforme o tumor de base.
- B)As manifestações mais frequentes na SVCS são o edema de face, região cervical e tórax e confusão mental.
Errada: edema de face, pescoço e tórax é típico, mas confusão mental não é uma das manifestações mais frequentes da SVCS.
- C)A principal causa etiológica da SVCS é uma neoplasia intratorácica seja por invasão direta ou compressão extrínseca da veia cava superior.
Certa: a causa mais comum da SVCS é neoplasia intratorácica, por compressão extrínseca ou invasão da veia cava superior.
- D)Os glicocorticóides como a dexametasona podem ser utilizados como uma das medidas gerais no tratamento da SVCS, especialmente nas situações de suspeita de cânceres hematológicos e após a realização de biópsia confirmatória.
Certa: glicocorticoides, como dexametasona, podem ser úteis como medida adjuvante, especialmente em suspeita de neoplasia hematológica e após a biópsia.
- E)Dentre as medidas gerais para o alívio dos sintomas da SVCS, se inclui a elevação da cabeceira do leito com a finalidade de reduzir a pressão hidrostática e, consequentemente, o edema locorregional.
Certa: elevar a cabeceira reduz a pressão hidrostática e ajuda a diminuir o edema e o desconforto locorregional.
Gabarito: B
A síndrome da veia cava superior (SVCS) acontece quando há obstrução do retorno venoso pela veia cava superior, levando a aumento da pressão venosa na cabeça, pescoço, membros superiores e parte do tórax. Em prova, a pista clássica é pensar em tumor de pulmão ou mediastino, porque a causa mais comum é neoplasia intratorácica, por compressão extrínseca ou invasão direta. Também podem aparecer causas não malignas, como trombose relacionada a cateter venoso central, mas o perfil clássico cobrado costuma ser o do câncer torácico. O quadro clínico mais comum inclui edema de face, pescoço e membros superiores, turgência jugular, plenitude torácica, dispneia e pletora facial. Em casos mais graves podem surgir cefaleia, tontura e alteração do estado mental, mas confusão mental não é o achado mais frequente isolado. Por isso, a banca erra ao colocar confusão mental como manifestação mais frequente: ela pode ocorrer, mas não lidera a lista dos sintomas típicos. O tratamento precisa ser individualizado e, muitas vezes, multidisciplinar. Em SVCS maligna, quimioterapia e/ou radioterapia podem ser usadas conforme o tipo tumoral e a urgência clínica. Medidas de suporte ajudam bastante: elevar a cabeceira do leito, oxigênio se necessário e, em situações selecionadas, corticosteroide como dexametasona, sobretudo quando há suspeita de neoplasia hematológica ou após biópsia confirmatória. A lógica é aliviar sintomas enquanto se trata a causa de base. Resumo de prova: pense em neoplasia intratorácica como causa principal, lembre do edema de face e pescoço como manifestação típica e desconfie quando a banca trocar os sintomas mais comuns por manifestações neurológicas. É exatamente aí que a alternativa B escorrega.