O ultrassom pulmonar é utilizado para avaliar diagnósticos diferenciais de insuficiência respiratória e, nos últimos anos, seu uso tem ficado cada vez mais frequente no ambiente de terapia intensiva. Assinale a opção que indica causas de insuficiência respiratória nas quais se espera apenas o aparecimento das chamadas linhas A por meio desse método diagnóstico.
- A)Edema agudo pulmonar e asma exacerbada.
Errada, porque edema agudo pulmonar costuma gerar linhas B, embora a asma exacerbada realmente possa mostrar linhas A.
- B)Edema agudo pulmonar e pneumotórax hipertensivo.
Errada, porque pneumotórax hipertensivo pode mostrar linhas A, mas o edema agudo pulmonar leva mais a linhas B e não combina com a ideia de apenas linhas A.
- C)Tromboembolismo pulmonar e asma exacerbada.
Certa, pois tromboembolismo pulmonar e asma exacerbada geralmente preservam a aeração pulmonar e cursam com predomínio de linhas A.
- D)DPOC exacerbada e pneumonia viral.
Errada, porque DPOC exacerbada pode ter linhas A, mas pneumonia viral costuma produzir linhas B por acometimento intersticial/alveolar.
- E)DPOC exacerbada e síndrome do desconforto respiratório.
Errada, porque DPOC exacerbada pode ter linhas A, mas a síndrome do desconforto respiratório agudo é clássica por múltiplas linhas B difusas.
Gabarito: C
No ultrassom pulmonar, as linhas A aparecem quando o pulmão ainda está bem aerado. Elas são artefatos horizontais, paralelos à linha pleural, e costumam surgir em quadros sem líquido no interstício nem alvéolos cheios de exsudato, como acontece nas causas obstrutivas e em algumas causas vasculares de insuficiência respiratória. O raciocínio da questão é separar doenças que geram linhas B, que apontam para síndrome intersticial/alveolar, daquelas em que o padrão dominante é de linhas A. Edema agudo de pulmão, pneumonia viral e SDRA tendem a produzir linhas B, muitas vezes difusas, porque o pulmão perde a sua aeração normal. Já na asma e na DPOC exacerbada, em geral, o padrão é de linhas A por hiperinsuflação e ausência de espessamento intersticial relevante. O gabarito é a letra C porque tanto o tromboembolismo pulmonar quanto a asma exacerbada podem cursar com predominância de linhas A. No tromboembolismo pulmonar, o ultrassom pulmonar costuma vir com pulmão ventilado, sem o padrão intersticial típico de edema ou pneumonia, e pode mostrar linhas A com deslizamento pleural preservado. Na asma, o achado esperado também é de pulmão arejado, sem linhas B difusas. Resumo prático para prova: linhas B fazem você pensar em água ou inflamação no pulmão; linhas A apontam para pulmão mais “seco” e mais aerado. A banca gosta de misturar isso com doenças obstrutivas e vasculares para ver se você cai no reflexo de associar qualquer insuficiência respiratória a linhas B.