← Questões de Medicina

Medicina · FGV · 2023

Questão comentada de Medicina

O oxímetro de pulso deve ser usado no manuseio da criança em oxigenioterapia. Em relação à curva de dissociação da hemoglobina, assinale a situação em que ele fornece informação insuficiente para a prevenção da retinopatia da prematuridade.

Gabarito: B

Na prematuridade, o oxímetro de pulso é peça central porque a retinopatia da prematuridade está ligada à exposição do recém-nascido a oxigênio em excesso. A ideia é manter a saturação em faixa segura, evitando tanto hipóxia quanto hiperóxia, já que a retina do prematuro é muito sensível a essas oscilações. Em termos práticos, o oxímetro ajuda a guiar a oxigenioterapia minuto a minuto, como um “freio de mão” para não deixar o oxigênio passar do ponto. A curva de dissociação da hemoglobina mostra que pequenas mudanças de saturação podem significar grandes mudanças na pressão parcial de oxigênio em determinadas faixas, então a leitura do oxímetro não deve ser interpretada isoladamente fora do contexto clínico. Mesmo assim, para prevenção da retinopatia, o mais importante é evitar saturações altas demais, porque hiperóxia favorece vasoconstrição e lesão vascular retinal. Por isso, a situação em que o oxímetro fornece informação insuficiente é quando a saturação está acima de 96. Nessa faixa, ele já não ajuda a diferenciar bem o risco de excesso de oxigênio para a retina, e o objetivo passa a ser evitar essa “zona de conforto” falsa. Em prematuros, saturação muito alta é problema, não vitória. A banca costuma cobrar exatamente essa lógica: o oxímetro é útil para monitorar, mas a interpretação deve respeitar os limites de saturação recomendados na oxigenoterapia neonatal. Quando a saturação sobe demais, a informação para prevenir retinopatia fica pobre, porque o que interessa não é “estar saturado”, e sim não ultrapassar o alvo seguro.

Continue treinando

Questões relacionadas