O oxímetro de pulso deve ser usado no manuseio da criança em oxigenioterapia. Em relação à curva de dissociação da hemoglobina, assinale a situação em que ele fornece informação insuficiente para a prevenção da retinopatia da prematuridade.
- A)A saturação está abaixo de 70.
Errada, porque saturação abaixo de 70 indica hipóxia importante e o oxímetro continua fornecendo dado relevante e grave para ajuste imediato do oxigênio.
- B)A saturação está acima de 96.
Certa, porque saturações acima de 96 sugerem hiperóxia e, nessa faixa, o oxímetro já não é uma boa proteção para evitar retinopatia da prematuridade.
- C)O pH está abaixo de 7,3.
Errada, porque pH baixo pode indicar acidose e gravidade clínica, mas isso não é o ponto principal da insuficiência do oxímetro para prevenir retinopatia.
- D)O excesso de base está abaixo de 20.
Errada, porque excesso de base baixo sugere distúrbio metabólico, mas não define a limitação do oxímetro na prevenção da lesão retinal por oxigênio.
- E)Quando há vasodilatação.
Errada, porque vasodilatação altera perfusão e pode interferir na medida, mas não é a situação clássica cobrada como informação insuficiente para prevenir retinopatia.
Gabarito: B
Na prematuridade, o oxímetro de pulso é peça central porque a retinopatia da prematuridade está ligada à exposição do recém-nascido a oxigênio em excesso. A ideia é manter a saturação em faixa segura, evitando tanto hipóxia quanto hiperóxia, já que a retina do prematuro é muito sensível a essas oscilações. Em termos práticos, o oxímetro ajuda a guiar a oxigenioterapia minuto a minuto, como um “freio de mão” para não deixar o oxigênio passar do ponto. A curva de dissociação da hemoglobina mostra que pequenas mudanças de saturação podem significar grandes mudanças na pressão parcial de oxigênio em determinadas faixas, então a leitura do oxímetro não deve ser interpretada isoladamente fora do contexto clínico. Mesmo assim, para prevenção da retinopatia, o mais importante é evitar saturações altas demais, porque hiperóxia favorece vasoconstrição e lesão vascular retinal. Por isso, a situação em que o oxímetro fornece informação insuficiente é quando a saturação está acima de 96. Nessa faixa, ele já não ajuda a diferenciar bem o risco de excesso de oxigênio para a retina, e o objetivo passa a ser evitar essa “zona de conforto” falsa. Em prematuros, saturação muito alta é problema, não vitória. A banca costuma cobrar exatamente essa lógica: o oxímetro é útil para monitorar, mas a interpretação deve respeitar os limites de saturação recomendados na oxigenoterapia neonatal. Quando a saturação sobe demais, a informação para prevenir retinopatia fica pobre, porque o que interessa não é “estar saturado”, e sim não ultrapassar o alvo seguro.